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sábado, 17 de novembro de 2018

Compreensão e interpretação de texto



A compreensão e a interpretação de texto são essenciais para a resolução de provas, tanto na disciplina da língua portuguesa quanto nas demais disciplinas. 

Afinal, não há como solucionar uma questão sem saber exatamente o que está sendo pedido por ela. 

Essa habilidade tem sido cada vez mais cobrada nos vestibulares e nos concursos e requer o máximo de atenção dos candidatos. 

Vamos então explicar as principais diferenças entre o que é compreender e o que é interpretar um texto.



Compreensão do texto

A compreensão é uma análise objetiva do texto, tendo como objetivo decodificá-lo e retirar dele as informações que estão claramente presentes em seu conteúdo. 


É basicamente uma coleta de dados concretos.

Para compreender um texto, é importante que o leitor já possua algum conhecimento prévio sobre o assunto abordado. 


Dessa forma, as informações ali contidas serão facilmente analisadas e compreendidas.


Algumas expressões são comumente usadas nas questões de compreensão de texto: 


· O autor afirma que...

· Segundo o texto...

· O autor/narrador diz que...

· No texto...

· O texto informa que...

· De acordo com o texto...

· De acordo com o autor...


Interpretação do texto

A análise na interpretação do texto é subjetiva, sendo assim, é possível estabelecer conexões sobre o que está escrito e a realidade. 


É possível tirar uma conclusão a partir dos pontos mais relevantes, possibilitando dessa forma, uma interpretação mais abrangente das ideias que foram expostas.



As expressões mais usadas nas questões de interpretação de texto são:

· Conclui-se do texto que...

· Podemos concluir que...

· O texto permite deduzir que...

· Infere-se do texto que...

· O texto encaminha o leitor para...

· Qual a intenção do autor ao afirmar que...

Embora pareça bastante complicado,algumas dicas podem ajudar na resolução de questões que envolvem a compreensão e a interpretação do texto:

· Ler o texto atentamente, sem pressa, e destacar os principais pontos;

· Reler o texto para analisar as ideias com maior clareza;

· Sublinhar as ideias mais importantes apresentadas no texto;

· Diferenciar fatos de opiniões;

· Se necessário, recorra a um dicionário para entender o significado das palavras;

· Dividir o texto em parágrafos ou partes de acordo com os aspectos ou assuntos abordados;

· Quando duas alternativas parecerem corretas, opte pela resposta mais completa. Algumas bancas elaboram suas questões apresentando alternativas incompletas com o objetivo de confundir os candidatos, portanto, fique atento!

· Tenha atenção ao que se pede. O comando da questão estabelece se a banca está solicitando a interpretação ou a compreensão do texto.

· Pratique. Faça o máximo de exercícios para estar bem preparado para a prova.

· Amplie seu vocabulário resolvendo questões de palavras cruzadas ou mantendo o hábito da leitura.


Erros mais comuns na interpretação de texto:

Extrapolação

Ocorre quando se sai do contexto original, acrescentando ideias que estão muito além do texto;

Redução

Ocorre de forma inversa à extrapolação. É a atenção dada a apenas alguns aspectos do texto, desconsiderando outros que também são essenciais para a resolução das questões;

Contradição

É bastante comum um texto apresentar ideias opostas que levam o candidato a tirar conclusões erradas;

Paráfrase incorreta

Muitas bancas atualmente têm utilizado a técnica de recriar uma parte do texto utilizando palavras para elaborar uma outra frase que apresenta sentido totalmente diferente, induzindo assim, o candidato ao erro.



Questões:

1. ENEM 2012

 “Ele era o inimigo do rei”, nas palavras de seu biógrafo, Lira Neto. Ou, ainda, “um romancista que colecionava desafetos, azucrinava D. Pedro II e acabou inventando o Brasil”. Assim era José de Alencar (1829-1877), o conhecido autor de O guarani e Iracema, tido como o pai do romance no Brasil.

Além de criar clássicos da literatura brasileira com temas nativistas, indianistas e históricos, ele foi também folhetinista, diretor de jornal, autor de peças de teatro, advogado, deputado federal e até ministro da Justiça. Para ajudar na descoberta das múltiplas facetas desse personagem do século XIX, parte de seu acervo inédito será digitalizada.

História Viva, n.° 99, 2011.

Com base no texto, que trata do papel do escritor José de Alencar e da futura digitalização de sua obra, depreende-se que

a) a digitalização dos textos é importante para que os leitores possam compreender seus romances.


b) o conhecido autor de O guarani e Iracema foi importante porque deixou uma vasta obra literária com temática atemporal.


c) a divulgação das obras de José de Alencar, por meio da digitalização, demonstra sua importância para a história do Brasil Imperial.


d) a digitalização dos textos de José de Alencar terá importante papel na preservação da memória linguística e da identidade nacional.


e) o grande romancista José de Alencar é importante porque se destacou por sua temática indianista.



2. ENEM 2014

MANDIOCA - mais um presente da Amazônia

Aipim, castelinha, macaxeira, maniva, maniveira. As designações de Manihot utilíssima podem variar de região, no Brasil, mas uma delas deve ser levada em conta em todo o território nacional: pão-de-pobre - e por motivos óbvios. 


Rica em fécula, a mandioca - uma planta rústica e nativa da Amazônia disseminada no mundo inteiro, especialmente pelos colonizadores portugueses - é a base de sustento de muitos brasileiros e o único alimento disponível para mais de 600 milhões de pessoas em vários pontos do planeta, e em particular em algumas regiões da África.

De acordo com o texto, há no Brasil uma variedade de nomes para a Manihot utilissima, nome científico da mandioca. Esse fenômeno revela que:

a) existem variedades regionais para nomear uma mesma espécie de planta.

b) mandioca é nome específico para a espécie existente na região amazônica.

c) “pão-de-pobre” é designação específica para a planta da região amazônica.

d) os nomes designam espécies diferentes da planta, conforme a região.

e) a planta é nomeada conforme as particularidades que apresenta.



3. ENEM 2018

O processo de leitura da informação vinda do companheiro e do adversário é fundamental nos esportes coletivos. O participante de modalidades com essas características deverá, a todo momento, ler e interpretar as informações gestuais de seu companheiro e adversário que, por outra via, também é portador de informações.

Estas deverão ser claras e legíveis para seu companheiro e totalmente obscuras para o adversário. Na interpretação praxiológica, seria aquele jogador que consegue ler as informações do adversário e posicionar-se da melhor forma possível, antecipando-se a seus adversários e ocupando os melhores espaços.

(RIBAS, J. F. M. Praxiologia motriz: construção de um novo olhar dos esportes e jogos na escola. Motriz, n. 2, 2005 - adaptado)

De acordo com a ideia de processamento de informação nas modalidades esportivas coletivas, para ser bem-sucedido em suas ações no jogo, o jogador deve:

a) identificar as informações produzidas por todos os jogadores, posicionando-se de forma fixa no espaço de jogo.

b) refletir sobre as informações fornecidas por todos os jogadores e executar os gestos técnicos com precisão no jogo.

c) analisar as informações dos adversários e, com base nelas, realizar individualmente suas ações, com o fim de tirar vantagem tática.

d) fornecer informações precisas para os adversários e interpretar as dos companheiros, para facilitar sua tomada de decisão.

e) interpretar informações de companheiros e adversários, agindo objetivamente com os primeiros e imprecisamente com os adversários.


4. ENEM 2018

Não há dúvidas de que, nos últimos tempos, em função da velocidade, do volume e da variedade da geração de informações, questões referentes à disseminação, ao armazenamento e ao acesso de dados têm se tornado complexas, de modo a desafiar homens e máquinas. 


Por meio de sistemas financeiros, de transporte, de segurança e de comunicação interpessoal – representados pelos mais variados dispositivos, de cartões de crédito a trens, aviões, passaportes e telefones celulares –, circulam fluxos informacionais que carregam o DNA da vida cotidiana do indivíduo contemporâneo. 

Para além do referido cenário informacional contemporâneo, percebe-se, nos contextos governamentais, um esforço – gerado por leis e decretos, ou mesmo por pressões democráticas – em disseminar informações de interesse público. No Brasil, está em vigor, desde maio de 2012, a Lei de Acesso à Informação n. 12.527. Em linhas gerais, a legislação regulamenta o direito à informação, já garantido na Constituição Federal, obrigando órgãos públicos a divulgarem os seus dados.

(SILVA JR., M. G. Vigiar, punir e viver. Minas faz Ciência, n. 58, 2014 - adaptado)

As Tecnologias de Informação e Comunicação propiciam à sociedade contemporânea o acesso à grande quantidade de dados públicos e privados. De acordo com o texto, essa nova realidade promove:

a) questionamento sobre a privacidade.
b) mecanismos de vigilância de pessoas.
c) disseminação de informações individuais.
d) interferência da legislação no uso dos dados.
e) transparência na relação entre governo e cidadãos.



5. ENEM 2009

No programa do balé Parade, apresentado em 18 de maio de 1917, foi empregada publicamente, pela primeira vez, a palavra surrealisme.

Pablo Picasso desenhou o cenário e a indumentária, cujo efeito foi tão surpreendente que se sobrepôs à coreografia. A música de Erik Satie era uma mistura de jazz, música popular e sons reais tais como tiros de pistola, combinados com as imagens do balé de Charlie Chaplin, caubóis e vilões, mágica chinesa e Ragtime. 


Os tempos não eram propícios para receber a nova mensagem cênica demasiado provocativa devido ao repicar da máquina de escrever, aos zumbidos de sirene e dínamo e aos rumores de aeroplano
previstos por Cocteau para a partitura de Satie.

Já a ação coreográfica confirmava a tendência marcadamente teatral da gestualidade cênica, dada pela justaposição, colagem de ações isoladas seguindo um estímulo musical.

(SILVA, S. M. O surrealismo e a dança)

As manifestações corporais na história das artes da cena muitas vezes demonstram as condições cotidianas de um determinado grupo social, como se pode observar na descrição acima do balé Parade, o qual reflete;

a) a falta de diversidade cultural na sua proposta estética.

b) a alienação dos artistas em relação às tensões da Segunda Guerra Mundial.

c) uma disputa cênica entre as linguagens das artes visuais, do figurino e da música.

d) as inovações tecnológicas nas partes cênicas, musicais, coreográficas e de figurino.

e) uma narrativa com encadeamentos claramente lógicos e lineares.



Gabarito:

1. D
2. A
3. E
4. E
5. D


terça-feira, 20 de novembro de 2018

Questões de vestibular sobre compreensão e interpretação de texto


Questões sobre interpretação de texto

1. Enem 2012

“Ele era o inimigo do rei”, nas palavras de seu biógrafo, Lira Neto. Ou, ainda, “um romancista que colecionava desafetos, azucrinava D. Pedro II e acabou inventando o Brasil”. Assim era José de Alencar (1829-1877), o conhecido autor de O guarani e Iracema, tido como o pai do romance no Brasil.

Além de criar clássicos da literatura brasileira com temas nativistas, indianistas e históricos, ele foi também folhetinista, diretor de jornal, autor de peças de teatro, advogado, deputado federal e até ministro da Justiça. Para ajudar na descoberta das múltiplas facetas desse personagem do século XIX, parte de seu acervo inédito será digitalizada.

História Viva, n.° 99, 2011.


Com base no texto, que trata do papel do escritor José de Alencar e da futura digitalização de sua obra, depreende-se que

a) a digitalização dos textos é importante para que os leitores possam compreender seus romances.

b) o conhecido autor de O guarani e Iracema foi importante porque deixou uma vasta obra literária com temática atemporal.

c) a divulgação das obras de José de Alencar, por meio da digitalização, demonstra sua importância para a história do Brasil Imperial.

d) a digitalização dos textos de José de Alencar terá importante papel na preservação da memória linguística e da identidade nacional.

e) o grande romancista José de Alencar é importante porque se destacou por sua temática indianista.


2. UERJ

“Todo abacate é verde. O incrível Hulk é verde. O incrível Hulk é um abacate.”

Todo argumento pode se tornar um sofisma: um raciocínio errado ou inadequado que nos leva a conclusões falsas ou improcedentes.

O último parágrafo do texto é um exemplo de sofisma, considerando que, da constatação de que todo abacate é verde, não se pode deduzir que só os abacates têm cor verde.

Esse é o tipo de sofisma que adota o seguinte procedimento:

a) enumeração incorreta
b) generalização invertida
c) representação imprecisa
d) exemplificação inconsistente


3. ETEC 

"Em um mundo marcado por conflitos em diferentes regiões, as operações de manutenção da paz das Nações Unidas são a expressão mais visível do compromisso solidário da comunidade internacional com a promoção da paz e da segurança.

Embora não estejam expressamente mencionadas na Carta da ONU, elas funcionam como instrumento para assegurar a presença dessa organização em áreas conflagradas, de modo a incentivar as partes em conflito a superar suas disputas por meio pacífico – razão pela qual não devem ser vistas como forma de intervenção armada."

Acesso em: 26.08.2016. Adaptado.

Historicamente, o Brasil envia soldados para participar de operações de paz. Em 2004, foi criada pelo Conselho de Segurança da ONU a Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah).

De acordo com o texto, essa missão foi criada para

a) restabelecer a segurança e normalidade institucional do Haiti após sucessivos episódios de turbulência política e de violência, que marcaram esse país no início do século XXI.

b) atacar os garimpos ilegais de diamantes no interior do Haiti, que usavam mão de obra infantil nas minas onde esse minério é encontrado.

c) combater o narcotráfico comandado pelo Cartel de Medelin, que a partir do Haiti distribuía drogas para todos os países da América Latina.

d) acabar com os problemas ambientais crônicos no Haiti, pois esse país era o principal responsável pela poluição ambiental no Caribe.

e) extinguir a rede de trabalho escravo existente no Haiti, que utilizava esse tipo de mão de obra nas plantações de soja e trigo.


4. Fuvest

"Vivemos mais uma grave crise, repetitiva dentro do ciclo de graves crises que ocupa a energia desta nação. A frustração cresce e a desesperança não cede. Empresários empurrados à condição de liderança oficial se reúnem em eventos como este, para lamentar o estado de coisas. O que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica pungente ou a auto-absolvição? É da história do mundo que as elites nunca introduziram mudanças que favorecessem a sociedade como um todo. Estaríamos nos enganando se achássemos que estas lideranças empresariais aqui reunidas teriam a motivação para fazer a distribuição de poderes e rendas que uma nação equilibrada precisa ter. Aliás, é ingenuidade imaginar que a vontade de distribuir renda passe pelo empobrecimento da elite. É também ocioso pensar que nós, da tal elite, temos riqueza suficiente para distribuir. Faço sempre, para meu desânimo, a soma do faturamento das nossas mil maiores e melhores empresas, e chego a um número menor do que o faturamento de apenas duas empresas japonesas. Digamos, a Mitsubishi e mais um pouquinho. Sejamos francos. Em termos mundiais somos irrelevantes como potência econômica, mas ao mesmo tempo extremamente representativos como população. " ("Discurso de Semler aos Empresários", Folha de S. Paulo, 11/09/91) 

1. Segundo se depreende do texto, é possível afirmar que: 

a) toda mudança social provém do esforço conjunto das elites do país; 

b) nenhum povo é capaz de alterar suas estruturas sem o apoio das elites; 

c) as elites empresariais, produzindo riquezas, aceleram as mudanças sociais; d) em qualquer tempo, as elites sempre se dispõem a participar do processo de distribuição de renda; 

e) não é próprio das elites lançar projetos que estimulem mudanças na sociedade como um todo.


2. Segundo o espírito do texto, pode-se dizer também que, no Brasil, só não há melhor distribuição de renda: 

a) por falta de uma política econômica melhor dirigida; 

b) porque não é do interesse das elites, nem têm elas possibilidades de favorecer essa distribuição; 

c) porque as elites estão sempre com um pé atrás, desconfiadas do poder público; 

d) porque os recursos acumulados, embora suficientes, são manipulados pelas elites; 

e) porque, se assim fosse feito, as elites reagiriam ao processo de seu empobrecimento.


3. O texto permite afirmar que: 

a) potência mundial de peso, o Brasil está entre as maiores economias do primeiro mundo; 

b) economicamente, o Brasil não tem relevo como potência de primeira ordem; c) as dificuldades do Brasil são conjunturais e se devem especialmente às pressões internacionais; 

d) as indústrias de ponta no Brasil estão entre as que têm mais alto faturamento universal; 

e) só o idealismo do empresariado brasileiro pode reerguer nosso potencial econômico.


4. O ciclo de crises vivido pelo Brasil, segundo o texto, constitui: 

a) um componente instigante para vencer nossas dificuldades; 

b) fator conhecido e repetitivo, desimportante de nossa história; 

c) algo que não passa de invenção de pessimistas desocupados; 

d) recurso eficaz para chamar a atenção para a nossa realidade; 

e) outra forma de desgaste e de consumo de nossas energias.


8. Unitau

"A questão central da pedagogia é o problema das formas, dos processos dos métodos; certamente, não considerados em si mesmos, pois as formas só fazem sentido na medida em que viabilizam o domínio de determinados conteúdos. O método é essencial ao processo pedagógico. Pedagogia, como é sabido, significa literalmente a condução da criança, e a sua origem está no escravo que levava a criança até o local dos jogos, ou o local em que ela recebia instrução do preceptor. Depois, esse escravo passou a ser o próprio educador. Os romanos, percebendo o nível de cultura dos escravos gregos, confiavam a eles a educação dos filhos. Essa é a etimologia da palavra. Do ponto de vista semântico, o sentido se alterou. No entanto, a paidéia não significava apenas infância, paidéia significava cultura, os ideais da cultura grega. Assim, a palavra pedagogia, partindo de sua própria etimologia, significa não apenas a condução da criança, mas a introdução da criança na cultura. A pedagogia é o processo através do qual o homem se torna plenamente humano. No meu discurso distingui entre a pedagogia geral, que envolve essa noção de cultura como tudo o que o homem constrói, e a pedagogia escolar, ligada à questão do saber sistematizado, do saber elaborado, do saber metódico. A escola tem o papel de possibilitar o acesso das novas gerações ao mundo do saber sistematizado, do saber metódico, científico. Ela necessita organizar processos, descobrir formas adequadas a essa finalidade. Esta é a questão central da pedagogia escolar. Os conteúdos não apresentam a questão central da pedagogia, porque se produzem a partir das relações sociais e se sistematizam com autonomia em relação à escola. A sistematização dos conteúdos pressupõe determinadas habilidades que a escola geralmente garante, mas não ocorre no interior das escolas de primeiro e segundo graus. A existência do saber sistematizado coloca à pedagogia o seguinte problema: como torná-lo assimilável pelas novas gerações, ou seja, por aqueles que participam de algum modo de sua produção enquanto agentes sociais, mas participam num estágio determinado, estágio esse que é decorrente de toda uma trajetória histórica?" (SAVIANI, D. "A pedagogia histórico-crítica no quadro das tendências críticas da Educação Brasileira", adap. da fala em Seminário, Niterói, 1985). 

Leia as frases a seguir: 

I. O saber sistematizado, elaborado e metódico está ligado à pedagogia escolar. 

II. O saber sistematizado, metódico e científico é transmitido às novas gerações através da escola. 

III. Os conteúdos se sistematizam nas relações sociais, por isso não estão no cerne da pedagogia. 

IV. Os conteúdos sistematizados são geralmente garantidos pela escola. V. O saber sistematizado deve ser assimilável pelos que tomam parte de sua produção.

Indique a alternativa cujos itens fazem parte da indagação do autor do texto: 

a) I, II, III, IV e V 
b) I, II e III 
c) IV e V 
d) V e) III


9. Enem 2013

Adolescentes: mais altos, gordos e preguiçosos

A oferta de produtos industrializados e a falta de tempo têm sua parcela de responsabilidade no aumento da silhueta dos jovens. “Os nossos hábitos alimentares, de modo geral, mudaram muito”, observa Vivian Ellinger, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), no Rio de Janeiro. Pesquisas mostram que, aqui no Brasil, estamos exagerando no sal e no açúcar, além de tomar pouco leite e comer menos frutas e feijão.

Outro pecado, velho conhecido de quem exibe excesso de gordura por causa da gula, surge como marca da nova geração: a preguiça. “Cem por cento das meninas que participam do Programa não praticavam nenhum esporte”, revela a psicóloga Cristina Freire, que monitora o desenvolvimento emocional das voluntárias.

Você provavelmente já sabe quais são as consequências de uma rotina sedentária e cheia de gordura. “E não é novidade que os obesos têm uma sobrevida menor”, acredita Claudia Cozer, endocrinologista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Mas, se há cinco anos os estudos projetavam um futuro sombrio para os jovens, no cenário atual as doenças que viriam na velhice já são parte da rotina deles. “Os adolescentes já estão sofrendo com hipertensão e diabete”, exemplifica Claudia.

DESGUALDO, P. Revista Saúde. Disponível em: http://saude.abril.com.br. Acesso em: 28 jul. 2012 (adaptado).

Sobre a relação entre os hábitos da população adolescente e as suas condições de saúde, as informações apresentadas no texto indicam que

a) a falta de atividade física somada a uma alimentação nutricionalmente desequilibrada constituem fatores relacionados ao aparecimento de doenças crônicas entre os adolescentes.

b) a diminuição do consumo de alimentos fontes de carboidratos combinada com um maior consumo de alimentos ricos em proteínas contribuíram para o aumento da obesidade entre os adolescentes.

c) a maior participação dos alimentos industrializados e gordurosos na dieta da população adolescente tem tornado escasso o consumo de sais e açúcares, o que prejudica o equilíbrio metabólico.

d) a ocorrência de casos de hipertensão e diabetes entre os adolescentes advém das condições de alimentação, enquanto que na população adulta os fatores hereditários são preponderantes.

e) a prática regular de atividade física é um importante fator de controle da diabetes entre a população adolescente, por provocar um constante aumento da pressão arterial sistólica.


10. ENEM 2012


Disponível em: www.portaldapropaganda.com.br. Acesso em: 1 mar. 2012

A publicidade, de uma forma geral, alia elementos verbais e imagéticos na constituição de seus textos. Nessa peça publicitária, cujo tema é a sustentabilidade, o autor procura convencer o leitor a

a) assumir uma atitude reflexiva diante dos fenômenos naturais.
b) evitar o consumo excessivo de produtos reutilizáveis.
c) aderir à onda sustentável, evitando o consumo excessivo.
d) abraçar a campanha, desenvolvendo projetos sustentáveis.
e) consumir produtos de modo responsável e ecológico.




Gabarito:

1.D
2.B
3.A
4.E
5.B
6.B
7.E
8.D
9.A
10.E

sábado, 9 de fevereiro de 2019

O texto dissertativo-expositivo

O texto dissertativo-expositivo

A redação é uma das grandes preocupações dos candidatos que estão se preparando tanto para o vestibular quanto para os concursos públicos. 

Embora o gênero textual mais cobrado nessas provas seja o dissertativo argumentativo, é essencial que o candidato conheça os demais gêneros e esteja preparado para eventuais cobranças.



Um dos gêneros textuais que comumente aparece nas questões relacionadas à interpretação de texto é o dissertativo-expositivo. 

O texto dissertativo-expositivo tem como objetivo informar e esclarecer o leitor através da exposição de um determinado tema. 

Sua estrutura é mais simples pois não há necessidade de convencer através de opiniões. O foco está na exposição de conhecimentos e ideias. 

Apesar de parecer simples, o texto dissertativo-expositivo exige do autor um elevadíssimo grau de conhecimento do assunto, já que se trata de transmitir informações teóricas da maneira mais eficiente possível. 

Ao ler esse tipo de texto, a expectativa do leitor é que ele tenha sido escrito por alguém que domine o tema, portanto, não pode haver qualquer tipo de incorreção. 

Outro aspecto relevante é que o texto precisa ser escrito de forma clara e objetiva. 

Deve-se levar em consideração que o objetivo é atingir a compreensão de um grande número de leitores com os mais diversos níveis de conhecimento. 

Exemplos de textos: 


A Enciclopédia: 

EFEITO ESTUFA 
"O efeito estufa ou efeito de estufa é um processo que ocorre quando uma parte da radiação infravermelha emitida pela superfície terrestre é absorvida por determinados gases presentes na atmosfera. Como consequência disso, o calor fica retido, não sendo libertado para o espaço. O efeito estufa dentro de uma determinada faixa é de vital importância pois, sem ele, a vida como a conhecemos não poderia existir. Serve para manter o planeta aquecido, e assim, garantir a manutenção da vida. 
O que se pode tornar catastrófico é a ocorrência de um agravamento do efeito estufa que destabilize o equilíbrio energético no planeta e origine um fenômeno conhecido como aquecimento global. O IPCC (Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas, estabelecido pelas Organização das Nações Unidas e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988) no seu relatório mais recente diz que a maior parte deste aquecimento,observado durante os últimos 50 anos, se deve muito provavelmente a um aumento dos gases do efeito estufa. 
Os gases de estufa (dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), Óxido nitroso (N2O), CFC´s (CFxClx) absorvem alguma radiação infravermelha emitida pela superfície da Terra e radiam por sua vez alguma da energia absorvida de volta para a superfície. Como resultado, a superfície recebe quase o dobro de energia da atmosfera do que a que recebe do Sol e a superfície fica cerca de 30 °C mais quente do que estaria sem a presença dos gases «de estufa». 
Um dos piores gases é o metano, cerca de 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono, é produzido pela flatulência dos ovinos e bovinos, sendo que a pecuária representa 16% da poluição mundial. Cientistas procuram a solução para esse problema e estão desenvolvendo um remédio para tentar resolver o caso. Na Nova Zelândia pensou-se em cobrar-se taxas por vaca, para compensar o efeito dos gases emitidos." 


O Texto científico: 

A origem da crise hídrica 
"Por que países europeus (Norte) não passam por crises hídricas? Provavelmente em razão da gestão eficiente dos seus recursos hídricos. Quando examinamos os quadros de perda de água por vazamento: Brasil = 37%; Estados Unidos = 16%; Alemanha = 11%,2 e citamos o Japão onde a perda por vazamento não ultrapassa 5%, bem provável no devido momento de investimentos na renovação (troca de tubulação, material de qualidade) da rede de distribuição de água e esgoto, fica difícil considerar boa a eficiência administrativa da gestão das águas em São Paulo. O absurdo são as justificativas, pois sabemos e é noticiado o trabalho de manutenção, não deixando de supor que vazamento em níveis elevados corresponda à manutenção de empregos dos setores terceirizados. De qualquer forma, não se pode pretender eficiência, que seria menor aplicação de mão de obra, com o cenário de desemprego que ronda a economia brasileira, o que deixa a todos preocupados. Por tais justificativas e outras mais é que podemos afirmar que em hipótese alguma a "água está no fim". 

No Brasil dizemos que a sociedade e os gestores privados dos recursos essenciais para a vida não consideram a escassez de muitos desses recursos; bem como, deixamos de considerar que a capacidade de resiliência de determinados recursos depende da manutenção das condições de seus entornos. Quando falamos da água não cuidamos de manter a paisagem em que se situam suas matas ciliares, e com certeza diminuímos as possibilidades de manutenção produtiva e dificultamos sua recuperação (resiliência). De forma irresponsável, crises e catástrofes ambientais são consideradas somente quando acontecem, motivo pelo qual essas questões não chamam a atenção da população. 

Há 150 anos não havia preocupações com questões ambientais. Essas questões começam a ganhar corpo e sustentação científica desde o último quarto do século XX. Essa é a justificativa maior de os países do Norte não assumirem a responsabilidade pela degradação que vem desde o início do capitalismo industrial. Essa é a tônica em fóruns mundiais para discussão das questões ambientais, norteadas sempre na discussão das mudanças climáticas. Outras questões, que alcançam o viés do social e do acesso ao bem-estar mundial, ficam ausentes nesses encontros, preocupados exclusivamente em manter a hegemonia das nações desenvolvidas." 

Fonte: www.scielo.com.br 


O Verbete de dicionário: 

li·vro 
(latim liber, libri) 
substantivo masculino 

1. Conjunto de folhas de papel, em branco, escritas ou impressas, soltas ou cosidas, em brochura ou encadernadas. 

2. Obra organizada em páginas, manuscrita, impressa ou digital (ex.: livro escolar, livro infantil, livro técnico). 

3. Cada uma das partes de uma obra. 

4. O que serve de instrução. 

5. Conjunto de mortalhas de cigarros envoltas em capa. 

6. [Zoologia] Terceira cavidade do estômago dos ruminantes. = FOLHOSO, OMASO 

"livro", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/livro [consultado em 04-02-2019]. 

Fonte: www.priberam.org 

A Notícia de jornal ou da Internet 

"Na vizinhança bucólica de Matapaca, em Niterói, Rio de Janeiro, Paul Fernando Schreiner, de 35 anos, passa os dias nas redes sociais, num quarto improvisado em que mora de favor. Em dezembro passado, viu o casamento de uma das filhas por uma transmissão on-line. Fã de futebol americano, conversa com amigos e parentes dos estados de Nebraska e Arizona — onde viveu nos Estados Unidos — na única língua que conhece: o inglês. 

“O português não entra em minha cabeça”, disse. “Os sons são bruscos, não consigo entender como funciona.” Hospedado na casa de um pastor congregacional aposentado, ele aguarda por algum tipo de definição para sua vida, que se encontra num limbo de nacionalidades. Hoje, tenta ser a terceira pessoa a ser reconhecida como apátrida no Brasil, um processo que pode levar três anos. 

Na manhã de 22 de outubro de 2017, Paul Schreiner dirigia para mais um dia de trabalho no Arizona, como limpador de piscinas. Ele contou que foi detido numa blitz — uma “Trump raid”, destinada a capturar candidatos à deportação — e levado com outros 80 imigrantes para uma custódia do Controle de Imigração (ICE, na sigla em inglês) dos EUA..." 

Fonte: www.globo.com 

A Notícia publicada em revistas: 


"Responsável por inspecionar a barragem do Córrego do Feijão, que se rompeu no dia 25 de janeiro, deixando até agora 134 mortos e 199 pessoas desaparecidas (segundo o boletim mais recente, desta segunda-feira, 4), a empresa alemã Tüv Süd fez uma série de recomendações à Vale, empresa mineradora que controlava as instalações, para melhorar a segurança do reservatório. As informações constam em dois relatórios de mais de 350 páginas produzidos em junho e setembro do ano passado, aos quais VEJA teve acesso. Entre as medidas, as principais eram a instalação de novos piezômetros, equipamentos que medem a pressão interna da barragem, em locais fora da cobertura dos outros já em operação; e a colocação de instrumentos que identificam abalos sísmicos na base da estrutura, que poderiam ser provocados por explosões em outras minas do complexo minerário da região e pelas obras de descomissionamento. 

No dia do desmoronamento, quatro funcionários da empresa Geocontrole operavam uma sonda de perfuração no topo da barragem para a instalação dos novos piezômetros. A sonda foi tragada pelo rompimento do dique de contenção. Os quatro funcionários da Geocontrole só sobreviveram porque foram almoçar em outro local no momento do desabamento – a empresa iniciara as sondagens havia três semanas e seus funcionários ainda não tinham autorização para almoçar no restaurante da mineradora. A Geocontrole perdeu dois funcionários no desastre de Mariana, em 2015, no rompimento da barragem do Fundão." 

Fonte: www.veja.com.br 

É importante lembrar que esse gênero textual também é amplamente utilizado em livros, aulas, palestras, trabalhos e resumos escolares e, portanto, já está completamente inserido no nosso cotidiano. 

Assim como nos demais textos dissertativos, o expositivo apresenta em sua estrutura a introdução, o desenvolvimento e a conclusão. 

Na introdução é feita a apresentação do tema que será abordado no texto. 

No desenvolvimento o tema é aprofundado, fornecendo detalhes que não foram apresentados na introdução. 

Na conclusão é feita uma finalização do texto, sempre levando em consideração a coesão e a coerência que são exigidas em qualquer situação de escrita.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

ENEM - Questões de interpretação de texto




1.ENEM 2019

De vez em quando, nas redes sociais, a gente se pega compartilhando notícias falsas, fotos modificadas, boatos de todo tipo. O problema é quando a matéria é falsa. E, pior ainda, se é uma matéria falsa que não foi criada por motivos humorísticos ou literários (sim, considero o “jornalismo ficcional” uma interessante forma de literatura), mas para prejudicar a imagem de algum partido ou de algum político, não importa de que posição ou tendência.

Inventa-se uma arbitrariedade ou falcatrua, joga-se nas redes sociais e aguarda-se o resultado. Nesse caso, a multiplicação da notícia falsa (que está sempre sujeita a ser denunciada juridicamente como injúria, calúnia ou difamação) se dá em várias direções.

Antes de curtir, comentar ou compartilhar, procuro checar as fontes, ir aos links originais.

 

TAVARES, B. Disponível em: www.cartafundamental.com.br. Acesso em: 20 jan. 2015 (adaptado).

 

O texto expõe a preocupação de uma leitora de notícias on-line de que o compartilhamento de conteúdos falsos pode ter como consequência a

 

a) displicência natural das pessoas que navegam pela internet.

b) desconstrução das relações entre jornalismo e literatura.

c) impossibilidade de identificação da origem dos textos.

d) disseminação de ações criminosas na internet.

e) obtenção de maior popularidade nas redes.




2. ENEM 2019

A porca e os sete leitões

É um mito que está desaparecendo, pouca gente o conhece. É provável que a geração infantil atual o desconheça. (Em nossa infância em Botucatu, ouvimos falar que aparecia atrás da igreja de São Benedito no largo do Rosário.) Aparece atrás das igrejas antigas. Não faz mal a ninguém, pode-se correr para apanhá-la com seus bacorinhos que não se conseguirá. Desaparecem do lugar costumeiro da aparição, a qual só se dá à noite, depois de terem “cumprido a sina”.

Em São Luís do Paraitinga, informaram que se a gente atirar contra a porca, o tiro não acerta. Ninguém é dono dela e por muitos anos apareceu atrás da igreja de Nossa Senhora das Mercês, na cidade onde nasceu Oswaldo Cruz.

 

ARAÚJO, A. M. Folclore nacional I: festas, bailados, mitos e lendas.São Paulo: Martins Fontes, 2004.

 

Os mitos são importantes para a cultura porque, entre outras funções, auxiliam na composição do imaginário de um povo por meio da linguagem. Esse texto contribui

com o patrimônio cultural brasileiro porque

 

a) preserva uma história da tradição oral.

b) confirma a veracidade dos fatos narrados.

c) identifica a origem de uma história popular.

d)  apresenta as diferentes visões sobre a aparição.

e) reforça a necessidade de registro das narrativas folclóricas.

 

3. ENEM 2019

Um ponto interessante do marco civil da internet, segundo Marília Maciel, pesquisadora do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas (CTS/FGV), é o que trata da garantia do princípio da neutralidade de rede. “Isso quer dizer que, se eu

compro um pacote de um mega ou de cinco megas de internet, o uso que eu vou fazer desses meus megas de velocidade depende das minhas escolhas. Não é o operador que vai dizer o que eu posso acessar. Eu comprei tantos megas e posso acessar texto, vídeo ou fazer um curso de ensino a distância on-line”.

O novo texto assegura que o usuário vai poder continuar a contratar pacotes de velocidades diferentes, mas, dentro daquela velocidade escolhida, ele poderá

acessar qualquer tipo de aplicativo na internet.

 

GANDRA, A. Disponível em: www.ebc.com.br. Acesso em: 20 nov. 2013 (adaptado).

 

Com o aprimoramento dos recursos tecnológicos, a circulação de informações e seus usos têm reconfigurado os mais diversos setores da sociedade. O texto trata da

legislação que regulamenta o uso da internet, criando a seguinte expectativa para o usuário brasileiro:

 

a) Proibição do corte do acesso pelo uso excessivo.

b) Aumento da capacidade da rede.

c) Mudança no perfil do internauta.

d) Promoção do acesso irrestrito.

e) Garantia de conexão a baixo custo.


4. ENEM 2019

A identificação simbólica que existe na cultura esportiva pode ser um fator determinante nas ações potencialmente agressivas dos espectadores e torcedores de futebol. Essa identificação em indivíduos que não têm uma identidade própria pode levá-los a não

perceber os limites entre a sua vida e a sua equipe, ou entre a sua vida e a vida de um ídolo (jogador), e, dessa forma, passar a viver suas emoções basicamente por meio de acontecimentos esportivos, do sucesso e da derrota de seu clube predileto. Alguns dos torcedores organizados dedicam a vida à sua torcida. Vivem para ela e, por ela, chegam a perder qualquer outra referência, pois é essa experiência compensatória que lhes dá

identidade. A probabilidade de um indivíduo se tornar um torcedor fanático está diretamente relacionada com a construção da sua identidade. Por isso, é imprescindível

o desenvolvimento de relações e valores próprios que o ajudarão a delinear o limite entre ele e a sua equipe, ou entre ele e um jogador de futebol.

 

REIS, H. H. B. Futebol e violência. Campinas: Armazém do Ipê; Autores Associados, 2006 (adaptado).

 

Partindo da discussão sobre as relações entre o torcedor e seu clube, observa-se que o fanatismo futebolístico

 

a) deriva da falta de referências para a construção de valores morais em crise na sociedade.

b) está relacionado à fragilidade identitária, o que dificulta a dissociação entre sua vida e a de seu clube ou ídolo.

c) perde sustentação naqueles torcedores organizados que não conseguem separar as esferas pública e privada.

d) decorre do estabelecimento de uma identidade própria do indivíduo, forjada pela tutela do clube e de seus ídolos.

e)  é restrito às torcidas jovens, que corrompem a identidade individual de seus torcedores em favor da identidade coletiva.

 

5. ENEM 2019

As montanhas correm agora, lá fora, umas atrás das outras, hostis e espectrais, desertas de vontades novas que as humanizem, esquecidas já dos antigos homens

lendários que as povoaram e dominaram.

Carregam nos seus dorsos poderosos as pequenas cidades decadentes, como uma doença aviltante e tenaz, que se aninhou para sempre em suas dobras.

Não podendo matá-las de todo ou arrancá-las de si e vencer, elas resignam-se e as ocultam com sua vegetação escura e densa, que lhes serve de coberta, e resguardam o seu sonho imperial de ferro e ouro.

 

PENNA, C. Fronteira. Rio de Janeiro: Artium, 2001.

 

As soluções de linguagem encontradas pelo narrador projetam uma perspectiva lírica da paisagem contemplada. Essa projeção alinha-se ao poético na medida em que


a) explora a identidade entre o homem e a natureza.

b) reveste o inanimado de vitalidade e ressentimento.

c) congela no tempo a prosperidade de antigas cidades.

d) destaca a estética das formas e das cores da paisagem.

e) captura o sentido da ruína causada pela extração mineral.

 

 

Gabarito:

1. D

2. A

3. D

4. B

5. B

 

 


sábado, 19 de outubro de 2019

Questões de vestibular PUC




1. PUC - São Paulo -Verão 2019 

XLV 

Um renque¹ de árvores lá longe, lá para a encosta. 

Mas o que é um renque de árvores? Há árvores apenas. 

Renque e o plural árvores não são cousas, são nomes. 

Tristes das almas humanas, que põem tudo em ordem, 

Que traçam linhas de cousa a cousa. 

Que põem letreiros com nomes nas árvores 

absolutamente reais, 

E desenham paralelos de latitude e longitude 

Sobre a própria terra inocente e mais verde e florida 

do que isso! 

(PESSOA, Fernando. Poesia completa de Alberto Caeiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2005, p.71) 

Vocabulário: ¹renque: fileira 

No poema XLV, de O guardador de rebanhos, a natureza singular da poesia de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, é evidenciada pela: 

a) crítica explícita ao pensamento científico, representado no poema pelos geógrafos que racionalizam o espaço e causam a destruição da terra “inocente”. 

b) percepção de que a realidade humana é feita de nomes, cuja existência é mais verdadeira do que a das “cousas” percebidas apenas pelos sentidos. 

c) constatação de que a natureza simbólica e artificial dos “nomes” opõe-se à existência real das “cousas” que habitam a natureza. 

d) aversão à lógica industrial e publicitária da modernidade, responsável por contaminar a “terra inocente” com “letreiros”. 




2. PUC - São Paulo - Verão 2019 

A virgem estremeceu. O guerreiro cravou nela o olhar abrasado: 

- O coração aqui no peito de Irapuã ficou tigre. 

Pulou de raiva. Veio farejando a presa. O estrangeiro está no bosque, e Iracema o acompanhava. Quero beber-lhe o sangue todo: quando o sangue do guerreiro branco 

correr nas veias do chefe tabajara, talvez o ame a filha de Araquém. 

A pupila negra da virgem cintilou na treva, e de seu lábio borbulhou, como gota do leite cáustico da eufórbia1, um sorriso de desprezo: 

- Nunca Iracema daria seu seio, que o espírito de Tupã habita só, ao guerreiro mais vil dos guerreiros tabajaras! Torpe é o morcego porque foge da luz e bebe o sangue da vítima adormecida! 

- Filha de Araquém, não assanha o jaguar! O nome de Irapuã voa mais longe que o guaná2 do lago, quando sente a chuva além das serras. Que o guerreiro branco venha e o seio de Iracema se abra para o vencedor. 

- O guerreiro branco é hóspede de Araquém. A paz o trouxe aos campos do Ipu, a paz o guarda. Quem ofender o estrangeiro, ofende o Pajé. 

Vocabulário: 

1 eufórbia: planta venenosa. 

2 guaná: espécie de ave. 

Considerando seus conhecimentos a respeito do romance Iracema e sua leitura do fragmento em questão, é possível afirmar que, nesta cena, 

a) Irapuã, chefe da tribo pitiguara, revoltado com a traição de Iracema, ameaça “beber-lhe seu sangue” caso a índia não revele o paradeiro de Martim, o guerreiro português. 

b) Martim defende a honra de Iracema perante o pajé Araquém, afirmando que a amada nunca se entregaria a Irapuã, “o mais vil dos guerreiros tabajaras”. 

c) Iracema confronta o chefe de sua tribo, Irapuã, que, tomado pelo ciúme, ameaça eliminar seu inimigo, Martim. 

d) o pajé Araquém, pai de Iracema, aconselha a filha a se proteger de Irapuã, guerreiro da tribo pitiguara. 


3. PUC - São Paulo - Verão 2019 

Dentre os procedimentos formais adotados por José de Alencar para imprimir poeticidade à narrativa de Iracema, destaca-se, no fragmento em questão, o emprego de figuras como: 

a) a prosopopeia ou personificação, aparente em “A pupila negra da virgem cintilou na treva”. 

b) a metáfora, presente em “O coração aqui no peito de Irapuã ficou tigre”. 

c) a comparacão, manifesta em “A paz o trouxe aos campos do Ipu, a paz o guarda”. 

d) a metonímia, evidente em “Torpe é o morcego porque foge da luz”. 


4. PUC Goiás 2019 

Faça uma leitura atenta do texto humorístico, 

Fácil: 

Durante um julgamento: 

— O que fazia na noite do crime? 

— Estava dormindo, meritíssimo. 

— Pode provar? 

— Claro, é só trazer uma cama! 

(Correio Brasiliense, Brasília, 20 jan. 2019. Caderno Diversão & Arte, p. 4.) 

Com base na resposta dada na última linha do diálogo, conclui-se que o réu 

I - não levou em conta, em sua interpretação, a referência contextual. 

II - levou em conta o papel do juiz e seu interesse. 

III - não levou em conta a autoridade do meritíssimo juiz. 

IV - levou em conta, prioritariamente, o valor semântico de “dormir”. 

Considerando a conclusão do réu, assinale a opção cujas assertivas são todas verdadeiras: 

a) ( ) I e III. 

b) ( ) I e IV. 

c) ( ) II e III. 

d) ( ) II e IV. 


5. PUC Goiás - 2019 

Faça a leitura do poema, Adormecida, de Castro Alves: 

[...] 

Uma noite, eu me lembro... Ela dormia 

Numa rede encostada molemente... 

Quase aberto o roupão... solto o cabelo 

E o pé descalço do tapete rente. 

'Stava aberta a janela. Um cheiro agreste 

Exalavam as silvas da campina... 

E ao longe, num pedaço do horizonte, 

Via-se a noite plácida e divina. 

De um jasmineiro os galhos encurvados, 

Indiscretos entravam pela sala, 

E de leve oscilando ao tom das auras, 

Iam na face trêmulos — beijá-la. 

Era um quadro celeste!... A cada afago 

Mesmo em sonhos a moça estremecia... 

Quando ela serenava... a flor beijava-a... 

Quando ela ia beijar-lhe... a flor fugia... 

Dir-se-ia que naquele doce instante 

Brincavam duas cândidas crianças... 

A brisa, que agitava as folhas verdes, 

Fazia-lhe ondear as negras tranças! 

E o ramo ora chegava ora afastava-se... 

Mas quando a via despeitada a meio, 

P’ra não zangá-la... sacudia alegre 

Uma chuva de pétalas no seio... 

Eu, fitando esta cena, repetia, 

Naquela noite lânguida e sentida: 

“Ó flor! — tu és a virgem das campinas!” 

“Virgem! — tu és a flor de minha vida!...” 


(ALVES, Castro. Espumas flutuantes. 3 ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 1998, pp. 138-139. [Clássicos para o Vestibular].) 

Sobre esse poema de Castro Alves é correto afirmar que ele se difere de outros poemas românticos porque a figura da amada se apresenta como 

a) ( ) uma sombra envolta em névoa. 

b) ( ) um ser distante e inatingível. 

c) ( ) um objeto de desejo tangível e realizável. 

d ( ) um demônio sombrio e sedutor. 



6. PUC São Paulo - Inverno - 2019 

(...) 

Abriu-se majestosa e circunspecta, 

sem emitir um som que fosse impuro 

nem um clarão maior que o tolerável 

pelas pupilas gastas na inspeção 

contínua e dolorosa do deserto, 

e pela mente exausta de mentar 

toda uma realidade que transcende 

a própria imagem sua debuxada1 

no rosto do mistério, nos abismos. 

Abriu-se em calma pura, e convidando 

quantos sentidos e intuições restavam 

a quem de os ter usado os já perdera 

e nem desejaria recobrá-los, 

se em vão e para sempre repetimos 

os mesmos sem roteiro tristes périplos, 

convidando-os a todos, em coorte, 

a se aplicarem sobre o pasto inédito 

da natureza mítica das coisas, 

assim me disse, embora voz alguma 

ou sopro ou eco ou simples percussão 

atestasse que alguém, sobre a montanha, 

a outro alguém, noturno e miserável, 

em colóquio se estava dirigindo (...). 


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Claro enigma. 4. ed. Rio de Janeiro: Record, 1991, p. 121-122.) 


Vocabulário: 

1 debuxada: rascunhada. 

2 périplos: longas viagens. 

3 coorte: tropa. 

Em “A máquina do mundo”, Carlos Drummond de Andrade apresenta o contato entre o eu lírico e a máquina do mundo, que lhe oferece a resolução de todos os mistérios do universo. No fragmento em questão, em que a máquina revela-se ao sujeito, é possível identificar a presença de 

a) metáfora, pois as “pupilas gastas na inspeção (...) do deserto” representam, em linguagem figurada, o comportamento racional do eu lírico, que reflete sobre o vazio do mundo exterior, evidenciando o caráter contestador da poética de Drummond. 

b) ambiguidade, uma vez que “a própria imagem sua debuxada” pode se referir tanto à máquina do mundo quanto ao eu lírico, o qual passa a confundir-se com o objeto que se lhe apresenta à vista, manifestando ilogismo característico da poética surrealista. 

c) paradoxo, já que a máquina do mundo anuncia sua fala (“assim me disse”), embora não se escute “voz alguma”, sugerindo-se que o poema manifesta a tentativa de se representar, no plano da linguagem, algo que se revelou apenas aos “sentidos e intuições”. 

d) antítese, pois as locuções “em vão” e “para sempre” constituem par de opostos, por meio dos quais o eu lírico expõe a impossibilidade de apreender racionalmente o significado da vida (“sem roteiros tristes périplos”), indiciando a dimensão filosófica da poesia de Drummond. 


7. PUC São Paulo - Inverno 2019 

Em 1951, a publicação de Claro enigma surpreendeu os leitores de Carlos Drummond de Andrade com uma série de novidades em relação à poética desenvolvida pelo autor nas décadas anteriores. Dentre essas novidades, do ponto de vista formal, o fragmento extraído de “A máquina do mundo” manifesta a 

a) recuperação da poética clássica, por meio do emprego de versos decassílabos e hipérbatos (inversões sintáticas). 

b) antecipação de experimentos pós-modernos, mediante o emprego de recursos gráfico-espaciais. 

c) influência do Arcadismo, por intermédio da construção de rimas ricas e alternadas. 

d) transgressão da estética modernista, mediante a adoção de versos livres e brancos. 


8. PUC - São Paulo - Inverno 2019 

Texto I 

O humor e a liberdade de expressão A atividade humorística tem limites? Essa questão voltou à tona com a recente informação de que Danilo Gentili foi condenado à pena de seis meses e vinte e oito dias de prisão, em regime semiaberto, em razão de ofensas direcionadas à deputada Maria do Rosário (PT/RS). Ele pode recorrer da sentença proferida. 

Novamente o choque entre liberdade de expressão e direito à honra se coloca no centro de uma discussão que está longe de acabar, pois versa sobre direitos previstos na Constituição da República e que às vezes são inconciliáveis. 

O humor é importante para a sociedade, pois, além da sensação de bem-estar que causa, tem uma função de apontar falhas e incoerências dos seres humanos. 

É rindo que se corrigem os costumes. Não raramente é pelo humor que críticas veementes conseguem ser feitas. Quem podia fazer gracejos e indicar defeitos do Rei? O bobo da corte. Assim, já vem há séculos essa característica de crítica social feita pelo humorista que, de forma aparentemente despretensiosa, toca em assuntos difíceis e diz verdades, se aproveitando da roupagem amena e agradável que confere às suas palavras. 

Quem não conhece o filme O Grande Ditador, de Charlie Chaplin, que ridicularizou Hitler? Outro filme inesquecível é A Vida é Bela, de Roberto Benigni, que, sob o véu da comédia mostrou o horror do holocausto e o esforço feito por um pai para que o filho não entendesse o que se passava e, por isso, sofresse menos no campo de concentração. 

É, porém, árdua a tarefa de identificar se o humorista agiu de forma adequada ou ultrapassou a barreira do aceitável, que é uma tênue linha entre a arte e a ofensa, ou seja, o legal e o ilegal. 

Não existe um direito absoluto e que sempre se sobreponha aos demais, bastando observar que a Constituição brasileira prevê a possibilidade de aplicação da pena de morte no caso de guerra declarada, situação de tamanho perigo para o país que até o direito à vida é limitado. Assim, demais direitos como a liberdade de expressão e de crítica também sofrem atenuações, não podendo servir de respaldo a comportamentos lesivos. 

Voltando ao caso de Danilo Gentili, as informações mostram que ele usou palavra de baixo calão ao se referir a Maria do Rosário e teve conduta ofensiva ao demonstrar seu descontentamento. Se assim agiu para fazer humor ou não, torna-se questão secundária porque a manifestação do pensamento é livre, porém não pode lesar a honra da pessoa a quem ela se dirige. 

Marco Antonio dos Anjos 

Estadão - Portal do Estado de S.Paulo, 18 abril 2019. 

Disponível em: https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/ o-humor-e-a-liberdade-de-expressao/. Acesso em: 20 abr. 2019. [Adaptado.] 

Texto II 

Caso Gentili mostra que não há liberdade sem responsabilidade A Constituição de 1988 proibiu a censura e instituiu a liberdade de expressão como norma máxima no Brasil. Como consequência disso, prevê-se apenas responsabilização a posteriori das condutas. 

A doutrina clássica que fundamenta a liberdade de expressão, reconhecendo um mercado de ideias que se autorregula e que propicia o máximo de liberdade ao maior número de pessoas, já previa a possibilidade — sempre posterior — de avaliar as informações e de regulá-las de acordo com o estado democrático das coisas. 

“Todo homem pode pôr diante do público o que bem lhe aprazer, mas, se publicar o impróprio, malicioso ou ilegal, terá consequências”, escreveu Blackstone, inglês que contribuiu decisivamente para o reconhecimento da liberdade de expressão. 

Entendendo que a honra objetiva (reputação) e a honra subjetiva (o sentido que se tem de si mesmo) são valores determinantes para a boa convivência social, o direito brasileiro protegeu-as mediante a criação das normas penais de difamação e injúria, respectivamente. 

A honra é um bem jurídico protegido penalmente pelo Estado democrático brasileiro. E foi precisamente essa a racionalidade utilizada na sentença da juíza federal Maria Isabel do Prado que condenou o apresentador Danilo Gentili às penas definidas para crimes de injúria e difamação em face da deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). 

A juíza Maria Isabel fundamentou a condenação em atos provados no processo. Em posts de mídia social com amplo acesso no país, Gentili dirigiu-se à vítima em tom de deboche como “puta”, “falsa”, “cínica” e “nojenta” — o que indubitavelmente fere a honra de Maria do Rosário. 

[...] É evidente a adequação objetiva [dessa conduta] de Danilo Gentili aos tipos descritos nos artigos 140 e 141 do Código Penal. A reputação e a dignidade da vítima foram violadas, e os valores inerentes a essa proteção penal foram flexibilizados. 

Ao aplicar a pena ao réu, a sentença reafirma a proteção penal da honra, objetiva e subjetiva, de cada um dos brasileiros. 

É um engano pensar que, por se tratar de um humorista, Danilo Gentili estaria imune à lei penal. O animus jocandi da conduta não exclui a possibilidade de ofensa à vítima e, portanto, de violação da norma penal. Também as brincadeiras e o humor devem respeitar as regras do Estado democrático de Direito. Caso contrário, seria atribuir imunidade desigual aos que são mais engraçados. 

A sentença falha tecnicamente, no entanto, ao impor o cumprimento da pena de 6 meses e 28 dias de detenção em regime semiaberto.O Código Penal prevê a substituição da pena de prisão por penas restritivas de direito, as quais se mostram mais adequadas e mais proporcionais ao caso concreto. 

O Brasil tem muito a avançar no respeito à liberdade. Ainda engatinhamos. E nesse caminho de aprendizado é imprescindível reconhecer que as ações livres — por expressarem a autonomia do agente —, são passíveis de responsabilização. 

A Constituição proíbe a censura e assegura um regime de liberdade e de responsabilidade. A Justiça cumpre o seu papel quando aplica essa racionalidade a todos, sem qualquer discriminação. 

Marina Coelho Araújo 

Folha de S.Paulo, 13 abril 2019. Caderno Poder, p. A8 

[Adaptado] 

De acordo com a ordem em que são empregados, quais relações de sentido os elementos de coesão destacados no texto 1 estabelecem? 

a) Integração; associação ou dependência; contraste; condição. 

b) Incorporação; afirmação enfática; condição; explicitação. 

c) Admissão; conclusão ou reiteração; oposição e explicação. 

d) Inclusão; dedução ou conclusão; condição; contraste. 


9. PUC - São Paulo - Inverno 2019 

“Não raramente é pelo humor que críticas veementes conseguem ser feitas.” 

Nesse trecho do terceiro parágrafo do texto 1, o adjetivo grifado 

a) intensifica a força com que as críticas são realizadas por meio do humor. 

b) atenua a potência com a qual a palavra humorística é criticada. 

c) qualifica a intensidade do humor nas críticas que raramente lhe são postas. 

d) instaura crítica à frequência com a qual o humor acontece. 

10. Ainda no texto 1, terceiro parágrafo, as vírgulas que intercalam “de forma aparentemente despretensiosa” têm a função de destacar 

a) a atenuação ao modo com que acontecem as críticas pelo humor. 

b) o poder crítico e pretencioso das palavras humorísticas. 

c) a característica do humorista de humanizar o que critica. 

d) o objetivo de exacerbar a crítica social pelo humor. 


Gabarito: 

1. C 

2. C 

3. B 

4. B 

5. C 

6. C 

7. A 

8.D 

9.A 

10.A