O Arcadismo, didaticamente, inicia-se, no Brasil, em 1768:
a) com a fundação de Arcádia de Lusitana.
b) com a publicação de poemas de Cláudio Manuel da Costa (em Lisboa) e pela fundação da Arcádia Ulissiponense.
c) com a publicação dos poemas de Cláudio Manuel da Costa (em Lisboa) e pela fundação da Arcádia Ultramarina.
d) pela vinda da família real para o Brasil.
2. UFRS
Leia as afirmações abaixo sobre o Arcadismo brasileiro.
I - Os poetas árcades colocavam-se como pastores para realizarem, dessa forma, o ideal de uma vida simples em contato com a natureza.
II - O Arcadismo brasileiro, embora tenha reproduzido muito dos modelos europeus, apresentou características próprias, como a incorporação do elemento indígena e a sátira política.
III - O tema do "Carpe diem", em que o poeta expressa o desejo de aproveitar intensamente o momento presente, fugaz e passageiro, foi ignorado pelos árcades brasileiros, excessivamente racionalistas.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas III.
c) Apenas I e II.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
3. ITA
Uma das afirmações abaixo é incorreta. Assinale-a:
a) O escritor árcade reaproveita os seres criados pela mitologia greco-romana, deuses e entidades pagãs. Mas esses mesmos deuses convivem com outros seres do mundo cristão.
b) A produção literária do Arcadismo brasileiro constitui-se sobretudo de poesia, que pode ser lírico-amorosa, épica e satírica.
c) O árcade recusa o jogo de palavras e as complicadas construções da linguagem barroca, preferindo a clareza, a ordem lógica na escrita.
d) O poema épico Caramuru, de Santa Rita Durão, tem como assunto o descobrimento da Bahia, levado a efeito por Diogo Álvares Correia, misto de missionários e colonos português.
e) A morte de Moema,índia que se deixa picar por uma serpente, como prova de fidelidade e amor ao índio Cacambo, é trecho mais conhecido da obra O Uruguai, de Basílio da Gama.
4. UFPE
Assinale as afirmativas verdadeiras e as afirmativas falsas.
1) O arcadismo tem como um dos traços principais a inspiração clássica.
2) A natureza é a base da sabedoria para os árcades.
3) O Arcadismo Brasileiro se caracteriza por sua forte religiosidade.
4) Tomás Antônio Gonzaga nos deixou uma poesia marcada pela pobreza de expressão e pela banalidade.
5) O melhor da produção dos árcades brasileiros está no teatro.
5. PUC-MG
A questão apresenta trechos de textos que pertencem a determinado estilo de época. Relacione cada trecho ao seu respectivo estilo, de acordo com as informações contidas nas alternativas a seguir:
"Sou pastor, não te nego; os meus montados
São esses, que aí vês; vivo contente
Ao trazer entre a relva florescente
A doce companhia dos meus gados."
a) Barroco:
O homem barroco é angustiado, vive entre religiosidade e paganismo, espírito e matéria, perdão e pecado. As obras refletem tal dualismo, permeado pela instabilidade das coisas.
b) Arcadismo:
Em oposição ao Barroco, esse estilo procura atingir o ideal de simplicidade. Os árcades buscam na natureza o ideal de uma vida simples, bucólica, pastoril.
c) Romantismo:
A arte romântica valoriza o folclórico, o nacional, que se manifesta pela exaltação da natureza pátria, pelo retorno ao passado histórico e pela criação do herói nacional.
d) Parnasianismo:
A poesia é descritiva, com exatidão e economia de imagens e metáforas.
e) Modernismo:
Original e polêmico, o nacionalismo nele se manifesta pela busca de uma língua brasileira e informal, pelas paródias e pela valorização do índio verdadeiramente brasileiro.
6. UFPR
"Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que vive de guardar alheio gado;
De tosco trato, de expressões grosseiro,
Dos frios gelado e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal e nele assisto
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!"
A presente estrofe reflete a temática predominante no período:
a) romântico
b) parnasiano
c) arcádico
d) simbolista
e) modernista
7. Mackenzie
Assinale a alternativa que NÃO apresenta um trecho do Arcadismo brasileiro.
a) "Se sou pobre pastor, se não governo
Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes;
Se em frio, calma, e chuvas inclementes
Passo o verão, outono, estio, inverno;"
b) "Destes penhascos fez a natureza
O berço em que nasci! oh quem cuidara,
Que entre penhas tão duras se criara
Uma alma terna, um peito sem dureza!"
c) "Musas, canoras musas, este canto
Vós me inspirastes, vós meu tenro alento
Erguestes brandamente àquele assento
Que tanto, ó musas, prezo, adoro tanto."
d) "Meu ser evaporei na lida insana
Do tropel das paixões que me arrastava,
Ah! cego eu cria, ah! mísero eu sonhava
Em mim, quase imortal, a essência humana!"
e) "Não vês, Nise, este vento desabrido,
Que arranca os duros troncos ? Não vês esta,
Que vem cobrindo o Céu, sombra funesta,
Entre o horror de um relâmpago incendido?"
8. Santa Casa SP
Texto I
“É a vaidade, Fábio, nesta vida,
Rosa, que da manhã lisonjeada,
Púrpuras mil, com ambição dourada,
Airosa rompe, arrasta presumida.”
Texto II
“Depois que nos ferir a mão da morte,
ou seja neste monte, ou noutra serra,
nossos corpos terão, terão a sorte
de consumir os dous a mesma terra.”
O texto I é barroco; o texto II é arcádico. Comparando-os, é possível afirmar que os árcades optaram por uma expressão:
a) impessoal e, portanto, diferenciada do sentimentalismo barroco, em que o mundo exterior era projeção do caos interior do poeta.
b) despojada das ousadias sintáticas da estética anterior, com predomínio da ordem direta e de vocábulos de uso corrente.
c) que aprofunda o naturalismo da expressão barroca, fazendo que o poeta assuma posição eminentemente impessoal.
d) em que predominam, diferentemente do Barroco, a antítese, a hipérbole, a conotação poderosa.
e) em que a quantidade de metáforas e de torneios de linguagem supera a tendência denotativa do Barroco.
9. ENEM-2008
Torno a ver-vos, ó montes; o destino (verso 1)
Aqui me torna a pôr nestes outeiros,
Onde um tempo os gabões deixei grosseiros
Pelo traje da Corte, rico e fino. (verso 4)
Aqui estou entre Almendro, entre Corino,
Os meus fiéis, meus doces companheiros,
Vendo correr os míseros vaqueiros (verso 7)
Atrás de seu cansado desatino.
Se o bem desta choupana pode tanto,
Que chega a ter mais preço, e mais valia (verso 10)
Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto,
Aqui descanse a louca fantasia,
E o que até agora se tornava em pranto (verso 13)
Se converta em afetos de alegria.
Cláudio Manoel da Costa. In: Domício Proença Filho. A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 78-9.
Considerando o soneto de Cláudio Manoel da Costa e os elementos constitutivos do Arcadismo brasileiro, assinale a opção correta acerca da relação entre o poema e o
momento histórico de sua produção.
a) Os “montes” e “outeiros”, mencionados na primeira estrofe, são imagens relacionadas à Metrópole, ou seja, ao lugar onde o poeta se vestiu com traje “rico e fino”.
b) A oposição entre a Colônia e a Metrópole, como núcleo do poema, revela uma contradição vivenciada pelo poeta, dividido entre a civilidade do mundo urbano da Metrópole e a rusticidade da terra da Colônia.
c) O bucolismo presente nas imagens do poema é elemento estético do Arcadismo que evidencia a preocupação do poeta árcade em realizar uma representação literária realista da vida nacional.
d) A relação de vantagem da “choupana” sobre a “Cidade”, na terceira estrofe, é formulação literária que reproduz a condição histórica paradoxalmente vantajosa da Colônia sobre a Metrópole.
e) A realidade de atraso social, político e econômico do Brasil Colônia está representada esteticamente no poema pela referência, na última estrofe, à transformação do pranto em alegria.
10. FATEC-SP
Sobre o Arcadismo brasileiro só não se pode afirmar que:
a) tem suas fontes nos antigos grandes autores gregos e latinos, dos quais imita os motivos e formas.
b) teve em Cláudio Manuel da Costa o representante que, de forma original, recusou a motivação bucólica e os modelos camonianos da lírica amorosa.
c) nos legou os poemas de feição épica Caramuru (de Frei José de Santa Rita Durão) e O Uraguai ( de Basílio da Gama), no qual se reconhece qualidade literária destacada em relação ao primeiro.
d) norteou, em termos dos valores estéticos básicos, a produção dos versos de Marília de Dirceu, obra que celebrizou Tomás Antônio Gonzaga e que destaca a originalidade de estilo e de tratamento local dos temas pelo autor.
e) apresentou uma corrente de conotação ideológica, envolvida com as questões sociais do seu tempo, com a crítica aos abusos de poder da Coroa Portuguesa.
O
Arcadismo teve início no Brasil em 1768 com a publicação de Obras Poéticas, de
Claudio Manoel da Costa e estendeu-se até 1836. Desenvolveu-se no estado de
Minas Gerais, que na época era um grande centro econômico e cultural da
sociedade brasileira.
O movimento
árcade surgiu em oposição à estética barroca, já considerada fora dos padrões
da nova realidade brasileira. Os exageros do Barroco já não agradavam ao
público, que passou a valorizar uma poesia com estrutura mais simples.
A
simplicidade da poesia árcade baseava-se, principalmente, na valorização da
natureza, sendo o campo considerado uma verdadeira fonte de felicidade. A
vida no campo era o cenário perfeito para desfrutar de momentos de paz e
simplicidade, descartando tudo o que fosse considerado inútil e desnecessário
(inutilia truncat).
Decepcionado
e cansado da conturbada vida na cidade, o poeta árcade propunha uma fuga para o
campo (do latim, fugere urbem,) onde encontraria todos os elementos necessários
para escrever suas poesias com tranquilidade e aproveitar a vida (Carpe diem)
de uma maneira simples (áureas mediocritas).
A
simplicidade refletia-se também na estrutura da poesia, privilegiando os
versos e valorizando as formas fixas , como as do soneto. A poesia
clássica foi uma das fontes de inspiração dos poetas árcades, que valorizavam
os elementos da natureza em oposição aos vícios gerados pela vida na cidade.
O
panorama político de Minas Gerais foi um dos fatores que levaram ao amplo
desenvolvimento do Arcadismo na região. Os poetas revoltados com a situação do
país envolviam-se diretamente nos conflitos e usavam pseudônimos para não serem
identificados pelo governo através de suas poesias.
Outro
aspecto relevante é que a fuga para o campo tão defendida
pelos árcades, era puramente ideológica. Apesar do
forte desejo de abandonar aquela
triste realidade, nenhum deles, de fato , deixou de
viver nos grandes centros urbanos.
Como
ocorre em todos os períodos literários, alguns poetas destacaram-se nessa fase:
Claudio Manoel da Costa
Claudio
Manoel da Costa
Escrevia
sob o pseudônimo de Glauceste Satúrnio, foi o precursor do Arcadismo. Estudou
Direito em Coimbra e retornou em seguida para exercer a profissão e cuidar de
sua herança. Participou ativamente do movimento da Inconfidência Mineira. Foi
preso e encontrado enforcado na prisão. Sua poesia ainda apresentava alguns
traços do Barroco, fato compreensível, por tratar-se de um poeta de transição
entre os dois períodos literários. Era considerado o mestre dos demais
poetas desta fase, sendo admirado e respeitado por todos.
Suas
obras que merecem destaque são: Obras Poéticas (1768) e Villa Rica (1773).
Obras Poéticas, soneto I:
"Para cantar de amor tenros
cuidados,
Tomo entre vós, ó montes, o instrumento;
Ouvi pois o meu fúnebre lamento;
Se é, que de compaixão sois animados:..."
Villa Rica, Canto VIII
"Já desde quando no projeto
vinhas
De encontrar as preciosas
esmeraldas,
Eu te esperava deste monte às
faldas.
O Deus destes tesouros
impedia
Até aqui descobri-los, e
fingia
Meu rosto aos homens tão escuro e
feio
Por que infundisse em todos o
receio."
Basílio da Gama
Basílio
da Gama.
Nasceu
em Minas Gerais, mas em 1757, ao ficar órfão de pai, mudou-se para o Rio de
Janeiro.
Escreveu
o poema épico O Uraguai, em 1769.
Quando
a Companhia de Jesus fechou, o poeta retornou para Portugal e, em
seguida, para Roma. Dividiu sua vida entre o Brasil e Portugal.
O Uraguai, Canto primeiro:
"Fumam ainda nas desertas praias
Lagos de sangue tépidos e impuros
Em que ondeiam cadáveres despidos,
Pasto de corvos. Dura inda nos vales
O rouco som da irada artilheria.
MUSA, honremos o Herói que o povo rude
Subjugou do Uraguai, e no seu sangue
Dos decretos reais lavou a afronta.
Ai tanto custas, ambição de império!
E Vós, por quem o Maranhão pendura"
Frei Santa Rita Durão
Frei
Santa Rita Durão
Autor
de Caramuru, foi um orador e poeta. Escreveu parte de sua obra no Brasil e
outra parte em Portugal. É considerado um dos precursores do indianismo no
Brasil.
Caramuru
I
"De um varão em mil casos agitados,
Que as praias discorrendo do Ocidente,
Descobriu recôncavo afamado
Da capital brasílica potente;
Do Filho do Trovão denominado,
Que o peito domar soube à fera gente,
O valor cantarei na adversa sorte,
Pois só conheço herói quem nela é
forte."
Tomás Antônio Gonzaga
Tomaz
Antônio Gonzaga
Conhecido
como Dirceu, autor de Marília de Dirceu que, com o árcade Silva Alvarenga ,
ousou ao lado de Tiradentes, lutar contra os abusos cometidos
pela Coroa. Nasceu em Portugal e passou sua infância no Brasil. Retornou para
Portugal para se formar e ao regressar para o Brasil, estabeleceu-se em Vila
Rica. As Liras do poeta são consideradas as mais relevantes do século
XVIII. Sua obra é dividida basicamente em duas partes, antes e depois da sua
prisão. A segunda parte exalta a solidão e fala de traições e desenganos.
a) Poético do final do século XIX e início do século XX.
b) Lítero-musical do final do século XVIII e início do século XIX.
c) Poético do final do século XVIII e início do século XIX.
d) Teatral do final do século XX.
e) Lítero-musical do início do século XX.
2. UCSAL
Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira são representantes de uma mesma escola literária. Assinale a alternativa cujos versos exemplificam as características dessa escola.
a) A noite caiu na minh’alma,
fiquei triste sem querer.
Uma sombra veio vindo,
veio vindo, me abraçou.
Era a sombra de meu bem
que morreu há tanto tempo.
b) Dorme.
Dorme o tempo que não podias dormir.
Dorme não só tu,
Prepara-te para dormir teu corpo e teu amor contigo.
c) Quantas vezes, em sonho, as asas da saudade
Solto para onde estás, e fico de ti perto!
Como, depois do sonho, é triste a realidade!
Como tudo, sem ti, fica depois deserto!
d) Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada.
Entre as nuvens do amor ela dormia!
e) Nas horas da noite, se junto a meu leito
Houveres acaso, meu bem, de chegar,
Verás de repente que aspecto risonho
Que torna o meu sonho,
Se o vens bafejar!
3. PUC-MG
A questao abaixo está relacionada ao romance o encontro marcado, de Fernando Sabino.
A questão abaixo remete ao poema "A Cavalgada!, de Raimundo Correia, citado em "O encontro marcado":
A lua banha a solitária estrada…
Silêncio!… Mais além, confuso e brando,
O som longínquo vem-se aproximando
Do galopar de estranha cavalgada.
São fidalgos que voltam da caçada;
Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando.
E as trompas a soar vão agitando
O remanso da noite embalsamada…
E o bosque estala, move-se, estremece…
Da cavalgada o estrépito que aumenta
Perde-se após no centro da montanha…
E o silêncio outra vez soturno desce…
E límpida, sem mácula, alvacenta
A lua a estrada solitária banha…
A lua banha a solitária estrada…
Silêncio!… Mais além, confuso e brando,
O som longínquo vem-se aproximando
Do galopar de estranha cavalgada.
São fidalgos que voltam da caçada;
Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando.
E as trompas a soar vão agitando
O remanso da noite embalsamada…
E o bosque estala, move-se, estremece…
Da cavalgada o estrépito que aumenta
Perde-se após no centro da montanha…
E o silêncio outra vez soturno desce…
E límpida, sem mácula, alvacenta
A lua a estrada solitária banha…
Todos os traços são próprios do Parnasianismo e ocorrem no poema acima, EXCETO:
a) apreço por poemas de forma fixa, como o soneto.
b) atmosfera mística, de contornos indefinidos.
c) exaltação da vida, dos jogos, do prazer.
d) paisagem exterior, rica de plasticidade.
e) riqueza de ritmos e nobreza vocabular.
4. FMU
Rio Abaixo
Treme o rio, a rolar, de vaga em vaga…
Quase noite. Ao sabor do curso lento
Da água, que as margens em redor alaga,
Seguimos. Curva os bambuais o vento.
Vivo há pouco, de púrpura sangrento,
Desmaia agora o Ocaso. A noite apaga
A derradeira luz do firmamento…
Rola o rio, a tremer, de vaga em vaga,
Um silêncio tristíssimo por tudo
Se espalha. Mas a lua lentamente
Surge na fímbria do horizonte mudo:
E o seu reflexo pálido, embebido
como um gládio de prata na corrente,
Rasga o seio do rio adormecido.
Olavo Bilac
Lendo o poema, não é difícil perceber tratar-se do estilo de época do:
a) arcadismo
b) romantismo
c) parnasianismo
d) simbolismo
e) modernismo
5. FMU
Rio Abaixo
Treme o rio, a rolar, de vaga em vaga…
Quase noite. Ao sabor do curso lento
Da água, que as margens em redor alaga,
Seguimos. Curva os bambuais o vento.
Vivo há pouco, de púrpura sangrento,
Desmaia agora o Ocaso. A noite apaga
A derradeira luz do firmamento…
Rola o rio, a tremer, de vaga em vaga,
Um silêncio tristíssimo por tudo
Se espalha. Mas a lua lentamente
Surge na fímbria do horizonte mudo:
E o seu reflexo pálido, embebido
como um gládio de prata na corrente
Rasga o seio do rio adormecido.
Olavo Bilac
Bilac sobressaiu-se entre os poetas de seu tempo e, mesmo, da Literatura Brasileira. É dele também:
a) Esbraseia o Ocidente na agonia
O sol… Aves em bandos destacados,
b) Olha estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores novas, mais amigas.
c) Se a cólera que espuma, a dor que mora
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce…
d) Ó formas alvas, brancas, formas claras
de luares, de neves, de nebrinas!…
e) Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar…
6. ENEM
Mal secreto
Se a cólera que espuma, a dor que mora
N’aIma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;
Se se pudesse, o espírito que chora,
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!
Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!
Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!
(CORREIA, R. In: PATRIOTA, M. Para compreender Raimundo Correia. Brasilia: Alhambra, 1995.)
Coerente com a proposta parnasiana de cuidado formal e racionalidade na condução temática, o soneto de Raimundo Correia reflete sobre a forma como as emoções do indivíduo são julgadas em sociedade. Na concepção do eu lírico, esse julgamento revela que:
a) a necessidade de ser socialmente aceito leva o indivíduo a agir de forma dissimulada.
b) o sofrimento íntimo torna-se mais ameno quando compartilhado por um grupo social.
c) a capacidade de perdoar e aceitar as diferenças neutraliza o sentimento de inveja.
d) o instinto de solidariedade conduz o indivíduo a apiedar-se do próximo.
e) a transfiguração da angústia em alegria é um artifício nocivo ao convívio social.
7. CEFET-PA
Leia os versos:
Esta, de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos, brilhantes copa, um dia,
Já de aos deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.
Era o poeta de Teos que a suspendia.
Então e, ora repleta ora esvaziada,
A taça amiga aos dedos seus tinia
Todas de roxas pétalas colmada.
(Alberto de Oliveira)
Assinale a alternativa que contém características parnasianas presentes no poema:
a) busca de inspiração na Grécia Clássica, com nostalgia e subjetivismo;
b) versos impecáveis, misturando mitologia clássica com sentimentalismo amoroso;
c) revalorização das ideias iluministas e descrição do passado.
d) descrição minuciosa de um objeto e busca de um tema ligado à Grécia antiga.
e) vocabulário preciosista, de forte ardor sensual.
8. FEI-SP
Leia com atenção:
“O objetivo da “arte pela arte” é o Belo, a criação da beleza pelo uso perfeito dos recursos artísticos; nesse sentido, levaram ao exagero o culto do ritmo, da rima e do vocabulário”;
“A partir de 1883, este movimento se define na Literatura Brasileira, sobretudo com os versos de Alberto de Oliveira, Raimundo Correia e Olavo Bilac”.
Assinale a alternativa que indica o movimento de que tratam os fragmentos acima:
a) Modernismo
b) Parnasianismo
c) Concretismo
d) Simbolismo
e )Naturalismo
9. FMTM-2003
Para responder a esta questão, considere os versos.
Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve! No aconchego,
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!
Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço; e a trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua,
Rica mas sóbria, como um templo grego.
Pelas características desse texto, é correto afirmar que pertence à estética:
a) arcadismo; seu tema é a entrega às sensações geradas pela poesia; o trabalho do poeta é suscitar imagens fortes.
b) romântica; seu tema é a evasão no espaço; o trabalho do poeta é visto como extravasamento da emoção.
c) parnasiana; seu tema é a própria poesia; o trabalho do poeta é visto como busca da perfeição formal.
d) modernista; seu tema é a agitação da vida moderna; o trabalho do poeta é visto como registro dessa agitação.
e) barroca; seu tema é a religiosidade; o trabalho do poeta é visto como sacrifício.
10. ITA-2003
A questão a seguir refere-se ao texto “Língua”, de Caetano Veloso, exposto abaixo. Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixa os portugais morrerem à míngua “Minha pátria é minha língua”
Fala, Mangueira! Flor do Lácio, Sambódromo Lusamérica, latim em pó.
O que quer O que pode Esta língua? (...)
A expressão “Flor do Lácio” também faz parte de um famoso poema da Literatura Brasileira, intitulado “Língua Portuguesa”, produzido na segunda metade do século XIX.
Assinale a alternativa que apresenta características pertencentes ao estilo da época em que foi produzido esse poema.
a) Subjetivismo, culto da forma, arte pela arte.
b) Culto da forma, misticismo, retorno aos motivos clássicos.
c) Arte pela arte, culto da forma, retorno aos motivos clássicos.
Influenciados pelo poeta latino Horácio, os poetas
árcades costumam reaproveitar dois temas da tradição clássica: o fugere urbem e
o aurea mediocritas. Assinale o trecho de Cláudio Manuel da Costa que apresenta
essas características:
a) “Como, ó Céus, para os ver terei constância, / Se cada
flor me lembra a formosura / Da bela causadora de minha ânsia?”
b) “Se o bem desta choupana pode tanto, / Que chega a ter
mais preço, e mais valia, / Que da cidade o lisonjeiro encanto;”
c) “Enfim serás cantada, Vila Rica, / Teu nome alegre
notícia, e já clamava; / Viva o senado! viva! repetia / Itamonte, que ao longe
o eco ouvia.”
d) “Já rompe, Nise, a matutina aurora / O negro manto,
com que a noite escura, / Sufocando do Sol a face pura, / Tinha escondido a
chama brilhadora.”
e) “Destes penhascos fez a natureza / O berço, em que
nasci: oh quem cuidara, / Que entre penhas tão duras se criara / Uma alma
terna, um peito sem dureza.”
2. EsPCEx 2019
Em relação ao Classicismo, que se desenvolveu durante o
século XVI, marque a alternativa correta.
a) Esse movimento literário possibilita a expressão da
condição individual, da riqueza interior do ser humano que se defronta com sua
inadequação à realidade.
b) A poesia dessa
época adota convenções do bucolismo como expressão de um sentimento de valorização
do ser humano.
c) Os poetas
pertencentes a esse período literário perseguiam uma expressão equilibrada,
sóbria, capaz de transmitir o domínio que a razão exercia sobre a emoção
individual, colocando o homem como centro de todas as coisas.
d) Os autores
dessa estética literária procuraram retratar a vida como é e não como deveria
ou poderia ser. Perseguem a precisão nas descrições, principalmente pela harmonização
de detalhes que, somados, reforçam a impressão de realidade.
e) A poesia desse período passa a ser considerada um
esforço de captação e fixação das sutis sensações produzidas pela investigação
do mundo interior de cada um e de suas relações com o mundo exterior.
3. EsPCEx 2019
“Além, muito além daquela serra, que ainda azula no
horizonte, nasceu Iracema.
Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos
mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.
O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a
baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.
Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o
sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação
tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que
vestia a terra com as primeiras águas.”
Marque a alternativa que aponta a característica do
Romantismo presente no fragmento do Romance “Iracema”, de José de Alencar.
a) Idealização da personagem mediante a associação entre
aspectos humanos e elementos da natureza.
b) Valorização do regionalismo por meio do registro de
palavras e expressões típicas do vocabulário regional.
c) Enaltecimento do indígena com o emprego do locus
amoenus exigível em cenas da natureza das narrativas clássicas.
d) Empoderamento
de minorias marginalizadas por meio da escolha de uma mulher morena e indígena para
o protagonismo da narrativa.
e) Reflexão crítica sobre a formação do povo brasileiro
mediante a identificação de uma mulher como verdadeira representante de nossas
origens indígenas.
4. EsPCEx 2019
Leia as estrofes a
seguir e responda o que se pede.
Quando Ismália enlouqueceu
Pôs-se na torre a sonhar…
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
(...)
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par…
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar…
Quanto às estrofes apresentadas é correto afirmar que
a) as antíteses
articulam-se em torno de desejos contraditórios e dividem-se entre a realidade espiritual
e concreta, atingindo o desejo simbolista de transcendência espiritual.
b) o pessimismo constitui-se em torno do desejo de
morrer, característica da segunda geração romântica, marcada pelo “mal do
século”.
c) se registra a
dicotomia do homem do século XVII, crise espiritual (teocentrismo) e paganismo (antropocentrismo),
característica barroca.
d)há um resgate
do racionalismo e do equilíbrio do Classicismo como forma de combater a
influência do Barroco, por isso a presença de opostos: lua no céu, lua no mar,
alma e céu, corpo e mar.
e) há uma
preocupação formal, própria dos parnasianos que resgatam a poesia clássica,
cultivando, por exemplo, o soneto, forma fixa da estrutura desta poesia.
5.EsPCEx 2018
Os parnasianos acreditavam que, apoiando-se nos modelos
clássicos, estariam combatendo os exageros de emoção e fantasia do Romantismo
e, ao mesmo tempo, garantindo o equilíbrio que almejavam. Propunham uma poesia
objetiva, de elevado nível vocabular, racionalista, bem-acabada do ponto de
vista formal e voltada para temas universais. Esse racionalismo, que enfrentava
os “exageros de emoção” e fixava-se no formalismo, fica bem claro na seguinte
estrofe parnasiana de Olavo Bilac:
a) E eu vos direi:
“Amai para entendê-las!/Pois só quem ama pode ter ouvido/Capaz de ouvir e de entender
estrelas.”
b) Não me basta saber que sou amado,/Nem só desejo o teu
amor: desejo/Ter nos braços teu corpo delicado,/Ter na boca a doçura de teu
beijo.
c) Pois sabei que é por isso que assim ando:/Que é dos
loucos somente e dos amantes/Na maior alegria andar chorando.
d) Mas que na forma se disfarce o emprego/Do esforço; e a
trama viva se construa/De tal modo, que a imagem fique nua,/Rica, mas sóbria,
como um templo grego.
e) Esta melancolia sem remédio,/Saudade sem razão, louca
esperança/Ardendo em choros e findando em tédio.
6. EsPCEx 2018
“Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e
poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem
capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me
fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição
nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava
para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não
ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços,
aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a
onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me.”
ASSIS. Machado de. Dom Casmurro. São Paulo: Ática,1999.
p.55 (fragmento)
Com Dom Casmurro, obra publicada em 1899, depois de
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) e de Quincas Borba (1891), Machado de
Assis deixa marcas indeléveis de que a Literatura Brasileira vivia um novo
período literário, bem diferente do Romantismo. Nessas obras, nota-se uma forma
diferente de sentir e de ver a realidade, menos idealizada, mais verdadeira e
crítica: uma perspectiva realista. O trecho apresentado acima representa essa
perspectiva porque o narrador
a) exagera nas imagens poéticas traduzidas por “fluido
misterioso”, “praia”, “cabelos espalhados pelos ombros” em uma realização
imagética da mulher que o tragava como fazem as ondas de um mar em ressaca.
b) deixa-se levar
pelas ondas que saíam das pupilas de Capitu em um fluido, misterioso e
enérgico, que o arrasta depressa como uma vaga que se retira da praia em dias
de ressaca, não adiantando agarrar-se nem aos braços nem aos cabelos da moça.
c) retira-se da praia como as vagas em dias de ressaca
por não ser capaz de dizer a Capitu o que está sentindo ao olhá-la nos olhos
sem quebrar a dignidade mínima daquele momento em que duas pessoas apaixonam-se.
d) solicita à
“retórica dos namorados” uma comparação que seja, ao mesmo tempo, exata e
poética capaz de descrever os olhos de Capitu, revelando a dificuldade de
apresentar uma verdade que não estrague a idealização romântica.
e) ridiculariza a retórica dos românticos ao afirmar que
os olhos de Capitu pareciam com uma ressaca do mar e, por isso, não seria capaz
de descrevê-los de maneira poética, traduzindo, assim, o realismo literário de
sua época.
7. EsPCEx 2018
Leia o trecho abaixo, retirado de I-Juca Pirama, obra de Gonçalves
Dias.
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci:
Sou bravo, sou forte,
sou filho do norte,
Meu canto de morte,
Guerreiros,
ouvi.
Trata-se de
um:
a) poema
lírico
b) poema
épico
c) cantiga de
amigo
d) novela de cavalaria
e) auto de
fundo religioso
8. EsPCEx 2018
Leia as afirmações abaixo sobre Carlos Drummond de
Andrade:
I- Preferiu não participar da Semana de Arte Moderna, mas
enviou seu famoso poema “Os Sapos”, que, lido por Ronald de Carvalho, tumultuou
o Teatro Municipal.
II – Sua fase “gauche” caracterizou-se pelo pessimismo,
pelo individualismo, pelo isolamento e pela reflexão existencial. A obra mais
importante foi o “Poema de Sete Faces”.
III- Na fase social, o eu lírico manifesta interesse pelo
seu tempo e pelos problemas cotidianos, buscando a solidariedade diante das
frustrações e das esperanças humanas.
IV- A última fase foi marcada pela poesia intimista, de
orientação simbolista, prezando o espiritualismo e orientalismo e a
musicalidade, traços que podem ser notados no poema “O motivo da Rosa”.
Estão
corretas as afirmações:
a) I, II e III
b) II, III e IV
c) II e III
d) II e IV
e) III e IV.
9. EsPCEx 2017
O projeto desse movimento literário baseava-se na crença
de que a função essencial da arte era produzir o belo, e o lema escolhido para
traduzir essa ideia foi “a arte pela arte”. É possível observar, nesse
contexto, características como a preocupação com a técnica (metro, ritmo e rima)
e o resgate de temas da Antiguidade clássica (referências à mitologia e a
personagens históricas). Essa escola literária é conhecida como
a) Neoclassicismo.
b) Arcadismo.
c) Classicismo.
d) Expressionismo.
e) Parnasianismo.
10. EsPCEx 2017
“Se gostas de afetação e pompa de palavras e do estilo
que chamam culto, não me leias.
Quando esse estilo florescia, nasceram as primeiras
verduras do meu; mas valeu-me tanto sempre a clareza, que só porque me
entendiam comecei a ser ouvido. (…) Esse desventurado estilo que hoje se usa,
os que querem honrar chamam-lhe culto, os que o condenam chamam-lhe escuro, mas
ainda lhe fazem muita honra. O estilo culto não é escuro, é negro (…) e muito
cerrado. É possível que somos portugueses e havemos de ouvir um pregador em
português e não havemos de entender o que diz?!”
Padre Antônio Vieira, nesse trecho, faz uma crítica ao
estilo barroco conhecido como
a) conceptismo,
por ser marcado pelo jogo de ideias, de conceitos, seguindo um raciocínio
lógico.
b) quevedismo, por
utilizar-se de uma retórica aprimorada, a exemplo de seu principal cultor:
Quevedo.
c) antropocentrismo, caracterizado por mostrar o
homem, culto e inteligente, como centro do universo.
d)gongorismo, ao
caracterizar-se por uma linguagem rebuscada, culta e extravagante.
e) teocentrismo,
caracterizado por padres escritores que dominaram a literatura seiscentista.
11. EsPCEx 2017
Sobre o Romantismo no Brasil, marque a afirmação correta.
a) A arte
romântica pôs fim a uma tradição clássica de três séculos e dá início a uma
nova etapa na literatura, voltada aos assuntos contemporâneos – efervescência
social e política, esperança e paixão, luta e revolução – e ao cotidiano do
homem burguês.
b) O lema da
bandeira brasileira “Ordem e Progresso” é nitidamente marcado pelos ideais
românticos:parte da suposição de que é necessário ordem social para que haja o
progresso da sociedade.
c) O romantismo era um movimento antimaterialista e
antirracionalista, que usava símbolos, imagens, metáforas e sinestesias com a
finalidade de exprimir o mundo interior, intuitivo e antilógico.
d) O movimento
inspirou-se em uma lendária região da Grécia Antiga, dominada pelo deus Pan e habitada
por pastores, que viviam de modo simples e espontâneo e se divertiam cantando,
fazendo disputas poéticas e celebrando o amor e o prazer.
e) O estilo
romântico registra o espírito contraditório de uma época que se divide entre as
influências do Renascimento – o materialismo, o paganismo e o sensualismo – e
da onda de religiosidade trazida sobretudo pela Contrarreforma.