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sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Simulado sobre o Simbolismo

 

 

1. As principais características do Simbolismo são:

a) Subjetivismo e misticismo

b) Religiosidade e objetividade

c) Objetividade e otimismo

d) Otimismo e materialismo

 

2. O efeito da sonoridade era obtido através do uso de:

a) preposições

b) artigos

c) figuras de linguagem

d) pronomes



 


3.O uso da cor  branca nos poemas faz referência:

a) à objetividade

b) ao pessimismo

c) à esperança de um futuro melhor

d) ao misticismo

 

4. Os principais escritores do Simbolismo brasileiro foram:

a) Cruz e Souza e Alphonsus de Guimarães

b) Camões e Machado de Assis

c) Machado de Assis e Lygia Fagundes Teles

d) Augusto dos Anjos e Mário Quintana

 

5. Por que algumas vezes os poemas parecem não fazer sentido?

a) Pois não são compreendidos por leitores de outras épocas.

b) Pois os escritores não escreviam para outras pessoas.

c) Pois o foco nos escritores estava na sonoridade.

d) Pois o foco dos escritores estava em transmitir melancolia.

6.  O Simbolismo teve no Brasil a mesma repercussão que teve na Europa:

a) Certo

b) Errado

 

7. O Simbolismo surgiu propondo uma retomada ao:

a) Pessimismo

b) Otimismo

c) Romantismo

d) Cientificismo

 

8. Augusto dos Anjos é um escritor simbolista que transita entre dois períodos:

a) Romantismo e Modernismo

b) Simbolismo e Pré-modernismo

c) Simbolismo e Arcadismo

d) Pré-modernismo e Modernismo

 

9. Cruz e Souza é considerado o precursor do Simbolismo:

a) Certo

b) Errado

 

10. Cruz e Souza, além da musicalidade e da espiritualidade, abordou outra temática em seus textos:

a) Preconceito

b) Abolicionismo

c) Otimismo

d) Amor à pátria

 

 

Gabarito:

1.      1. A

2.      2. C

3.     3.  D

4.      4. A

5.     5.  C

6.     6.  Errado

7.     7.  C

8.      8. B

9.      9. Certo

10 10.   B

 

 


segunda-feira, 30 de novembro de 2020

ENEM - Questões sobre o Realismo

 


1. ENEM 2010

Capítulo III

Um criado trouxe o café. Rubião pegou na xícara e, enquanto lhe deitava açúcar, ia disfarçadamente mirando a bandeja, que era de prata lavrada. Prata, ouro, eram os metais que amava de coração; não gostava de bronze, mas o amigo Palha disse-lhe que era matéria de preço, e assim se explica este par de figuras que esta aqui na sala: um Mefistófeles e um Fausto. Tivesse, porém, de escolher, escolheria a bandeja - primor de argentaria, execução fina e acabada. O criado esperava teso e sério. Era espanhol; e não foi sem resistência que Rubião o aceitou das mãos de Cristiano; por mais que lhe dissesse que estava acostumado aos seus crioulos de Minas, e não queria línguas estrangeiras em casa, o amigo Palha insistiu, demonstrando-lhe a necessidade de ter criados brancos. Rubião cedeu com pena. O seu bom pajem, que ele queria pôr na sala, como um pedaço da província, nem pôde deixar na cozinha, onde reinava um francês, Jean; foi degradado a outros serviços.

 

(ASSIS, M. Quincas Borba. In: Obra completa. V.1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1993)

 

Quincas Borba situa-se entre as obras-primas do autor e da literatura brasileira. No fragmento apresentado, a peculiaridade do texto que garante a universalização de sua abordagem reside:

a) no conflito entre o passado pobre e o presente rico, que simboliza o triunfo da aparência sobre a essência.

b) no sentimento de nostalgia do passado devido à substituição da mão de obra escrava pela dos imigrantes.

c) na referencia a Fausto e Mefistófeles, que representam o desejo de eternização de Rubião.

d) na admiração dos metais por parte de Rubião, que metaforicamente representam a durabilidade dos bens produzidos pelo trabalho.

e) na resistência de Rubião aos criados estrangeiros, que reproduz o sentimento de xenofobia.

 

2. ENEM 2011

O nascimento da crônica

Há um meio certo de começar a crônica por uma trivialidade. É dizer: Que calor! Que desenfreado calor! Diz-se isto, agitando as pontas do lenço, bufando como um touro, ou simplesmente sacudindo a sobrecasaca. Resvala-se do calor aos fenômenos atmosféricos, fazem-se algumas conjeturas acerca do sol e da lua, outras sobre a febre amarela, manda-se um suspiro a Petrópolis, e La glace est rompue; está começada a crônica.

Mas, leitor amigo, esse meio é mais velho ainda do que as crônicas, que apenas datam de Esdras. Antes de Esdras, antes de Moisés, antes de Abraão, Isaque e Jacó, antes mesmo de Noé, houve calor e crônicas. No paraíso é provável, é certo que o calor era mediano, e não é prova do contrário o fato de Adão andar nu. Adão andava nu por duas razões, uma capital e outra provincial. A primeira é que não havia alfaiates, não havia sequer casimiras; a segunda é que, ainda havendo-os, Adão andava baldo ao naipe. Digo que esta razão é provincial, porque as nossas províncias estão nas circunstâncias do primeiro homem.

 

(ASSIS, M. In: SANTOS, J .F. As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007)

 

Um dos traços fundamentais da vasta obra literária de Machado de Assis reside na preocupação com a expressão e com a técnica de composição. Em O nascimento da crônica, Machado permite ao leitor entrever um escritor ciente das características da crônica, como:

a) texto breve, diálogo com o leitor e registro pessoal de fatos do cotidiano.

b) texto ficcional curto, linguagem subjetiva e criação de tensões.

c) priorização da informação, linguagem impessoal e resumo de um fato.

d) linguagem literária, narrativa curta e conflitos internos.

e) síntese de um assunto, linguagem denotativa, exposição sucinta.

 

3. ENEM 2014

O Jornal do Commércio deu um brado esta semana contra as casas que vendem drogas para curar a gente, acusando-as de as vender para outros fins menos humanos. Citou os envenenamentos que tem havido na cidade, mas esqueceu de dizer, ou não acentuou bem, que são produzidos por engano das pessoas que mani-pulam os remédios. Um pouco mais de cuidado, um pouco menos de distração ou de ignorância, evitarão males futuros. Mas todo ofício tem uma aprendizagem, e não há benefício humano que não custe mais ou menos duras agonias. Cães, coelhos e outros animais são vítimas de estudos que lhes não aproveitam, e sim aos homens; por que não serão alguns destes, vítimas do que há de aproveitar aos contemporâneos e vindouros? Há um argumento que desfaz em parte todos esses ataques às boticas; é que o homem é em si mesmo um laboratório. Que fundamento jurídico haverá para impedir que eu manipule e venda duas drogas perigosas? Se elas matarem, o prejudicado que exija de mim a indenização que entender; se não matarem, nem curarem, é um acidente e um bom acidente, porque a vida fica.

 

(ASSIS, M. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1967)

 

No gênero crônica, Machado de Assis legou inestimável contribuição para o conhecimento do contexto social de seu tempo e seus hábitos culturais. O fragmento destacado comprova que o escritor avalia o(a):

 

a) manipulação inconsequente dos remédios pela população.

b) uso de animais em testes com remédios desconhecidos.

c) fato de as drogas manipuladas não terem eficácia garantida.

d) hábito coletivo de experimentar drogas com objetivos terapêuticos.

e) ausência de normas jurídicas para regulamentar a venda nas boticas.

 

4. ENEM 2017

Garcia tinha-se chegado ao cadáver, levantara o lenço e contemplara por alguns instantes as feições defuntas. Depois, como se a morte espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-a na testa.

Foi nesse momento que Fortunato chegou à porta. Estacou assombrado; não podia ser o beijo da amizade, podia ser o epílogo de um livro adúltero […].

Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar outra vez o cadáver, mas então não pôde mais. O beijo rebentou em soluços, e os olhos não puderam conter as lágrimas, que vieram em borbotões, lágrimas de amor calado, e irremediável desespero. Fortunato, à porta, onde ficara, saboreou tranquilo essa explosão de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa.

 

(ASSIS, M. A causa secreta. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br Acesso em: 9 Out. 2015)

 

No fragmento, o narrador adota um ponto de vista que acompanha a perspectiva de Fortunato. O que singulariza esse procedimento narrativo é o registro do(a)

 

a) indignação face à suspeita do adultério da esposa.

b) tristeza compartilhada pela perda da mulher amada.

c) espanto diante da demonstração de afeto de Garcia.

d) prazer da personagem em relação ao sofrimento alheio.

e) superação do ciúme pela comoção decorrente da morte.

 

5. ENEM 2019

Inverno! inverno! inverno!

Tristes nevoeiros, frios negrumes da longa treva

boreal, descampados de gelo cujo limite escapa-nos

sempre, desesperadamente, para lá do horizonte,

perpétua solidão inóspita, onde apenas se ouve a voz

do vento que passa uivando como uma legião de lobos,

através da cidade de catedrais e túmulos de cristal na

planície, fantasmas que a miragem povoam e animam,

tudo isto: decepções, obscuridade, solidão, desespero

e a hora invisível que passa como o vento, tudo isto é o

frio inverno da vida.

Há no espírito o luto profundo daquele céu de bruma

dos lugares onde a natureza dorme por meses, à espera

do sol avaro que não vem.

 

POMPEIA, R. Canções sem metro. Campinas: Unicamp, 2013.

 

Reconhecido pela linguagem impressionista, Raul Pompeia desenvolveu-a na prosa poética, em que se observa a

a) imprecisão no sentido dos vocábulos.

b) dramaticidade como elemento expressivo.

c) subjetividade em oposição à verossimilhança.

d) valorização da imagem com efeito persuasivo.

e) plasticidade verbal vinculada à cadência melódica.

 

 

Gabarito:

1. A

2. A

3. A

4. D

5. E

 

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

ENEM - Questões sobre as figuras de linguagem


1. ENEM 2009

Metáfora

Gilberto Gil

Uma lata existe para conter algo,

Mas quando o poeta diz: “Lata”

Pode estar querendo dizer o incontível

Uma meta existe para ser um alvo,

Mas quando o poeta diz: “Meta”

Pode estar querendo dizer o inatingível

Por isso não se meta a exigir do poeta

Que determine o conteúdo em sua lata

Na lata do poeta tudo nada cabe,

Pois ao poeta cabe fazer

Com que na lata venha caber

O incabível

Deixe a meta do poeta não discuta,

Deixe a sua meta fora da disputa

Meta dentro e fora, lata absoluta

Deixe-a simplesmente metáfora.

 

A metáfora é a figura de linguagem identificada pela comparação subjetiva, pela semelhança ou analogia entre elementos.

O texto de Gilberto Gil brinca com a linguagem remetendo-nos a essa conhecida figura. O tre-cho em que se identifica a metáfora é:

a) “Uma lata existe para conter algo”.

b) “Mas quando o poeta diz: ’Lata’”.

c) “Uma meta existe para ser um alvo”.

d) “Por isso não se meta a exigir do poeta”.

e) “Que determine o conteúdo em sua lata”.

 




2.ENEM 2014

Os meios de comunicação podem contribuir para a resolução de problemas sociais, entre os quais o da violência sexual infantil. Nesse sentido, a propaganda usa a metáfora do pesadelo para:

a) informar crianças vítimas de abuso sexual sobre os perigos dessa prática, contribuindo para erradicá-la.

b) denunciar ocorrências de abuso sexual contra meninas, com o objetivo de colocar criminosos na cadeia.

c) dar a devida dimensão do que é o abuso sexual para uma criança, enfatizando a importância da denúncia.

d) destacar que a violência sexual infantil predomina durante a noite, o que requer maior cuidado dos responsáveis nesse período.

e) chamar a atenção para o fato de o abuso infantil ocorrer durante o sono, sendo confundido por algumas crianças com um pesadelo.

 

3. ENEM 2016

O adolescente

A vida é tão bela que chega a dar medo

Não o medo que paralisa e gela,

estátua súbita,

mas esse medo fascinante e fremente de curiosidade

[que faz o jovem felino seguir para frente farejando o vento

ao sair, a primeira vez, da gruta.

Medo que ofusca: luz!

Cumplicentemente,

as folhas contam-te um segredo

velho como o mundo:

Adolescente, olha! A vida é nova...

A vida é nova e anda nua

- vestida apenas com o teu desejo!

(QUINTANA, M. Naruz vidro. São Paulo: Moderna,98)

Ao abordar uma etapa do desenvolvimento humano, o poema mobiliza diferentes estratégias de composição. O principal recurso expressivo empregado para a construção de uma imagem da adolescência é a:

a) hipérbole do medo.

b) metáfora da estátua.

c) personificação da vida.

d) antítese entre juventude e velhice.

e) comparação entre desejo e nudez.

 

4. ENEM 2014

Talvez pareça excessivo o escrúpulo do Cotrim, a quem não souber que ele possuía um caráter ferozmente honrado. Eu mesmo fui injusto com ele durante os anos que se seguiram ao inven-tário de meu pai. Reconheço que era um modelo. Arguíam-no de avareza, e cuido que tinham razão; mas a avareza é apenas a exageração de uma virtude, e as virtudes devem ser como os orçamentos: melhor é o saldo que o défict.

Como era muito seco de maneiras, tinha inimigos que chegavam a acusá-lo de bárbaro. O único fato alegado neste particular era o de mandar com frequência escravos ao calabouço, donde eles desciam a escorrer sangue; mas, além de que ele só mandava os perversos e os fujões, ocorre que, tendo longamente contra-bandeado em escravos, habituara-se de certo modo ao trato um pouco mais duro que esse gênero de negócio requeria, e não se pode honestamente atribuir à índole original de um homem o que é puro efeito de relações sociais.

A prova de que o Cotrim tinha sentimentos pios encontrava-se no seu amor aos filhos, e na dor que padeceu quando morreu Sara, dali a alguns meses; prova irrefutável, acho eu, e não única. Era tesoureiro de uma confraria, e irmão de várias irmandades, e até irmão remido de uma destas, o que não se coaduna muito com a reputação da avareza; verdade é que o benefício não caíra no chão: a irmandade (de que ele fora juiz) mandara-lhe tirar o retrato a óleo.

(ASSIS, M. Memórias póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992)

Obra que inaugura o Realismo na literatura brasileira, Memória póstumas de Brás Cubas condensa uma expressividade que caracterizaria o estilo machadiano: a ironia. Descrevendo a mo-ral de seu cunhado, Cotrim, o narrador-personagem Brás Cubas refina a percepção irônica ao:

a) acusar o cunhado de ser avarento para confessar-se injustiçado na divisão da herança paterna.

b) atribuir a “efeito de relações sociais” a naturalidade com que Cotrim prendia e torturava os escravos.

c) considerar os “sentimentos pios” demonstrados pelo personagem quando da perda da filha Sara.

d) menosprezar Cotrim por ser tesoureiro de uma confraria e membro remido de várias irmandades.

e) insinuar que o cunhado era um homem vaidoso e egocêntrico, contemplado com um retrato a óleo.

 

5. ENEM 2019

Uma ouriça

Se o de longe esboça lhe chegar perto,

se fecha (convexo integral de esfera),

se eriça (bélica e multiespinhenta):

e, esfera e espinho, se ouriça à espera.

Mas não passiva (como ouriço na loca);

nem só defensiva (como se eriça o gato);

sim agressiva (como jamais o ouriço),

do agressivo capaz de bote, de salto

(não do salto para trás, como o gato):

daquele capaz de salto para o assalto.

Se o de longe lhe chega em (de longe),

de esfera aos espinhos, ela se desouriça.

Reconverte: o metal hermético e armado

na carne de antes (côncava e propícia),

e as molas felinas (para o assalto),

nas molas em espiral (para o abraço).


MELO NETO, J. C. A educação pela pedra. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.

Com apuro formal, o poema tece um conjunto semântico que metaforiza a atitude feminina de

a)  tenacidade transformada em brandura.

b)  obstinação traduzida em isolamento.

c)  inércia provocada pelo desejo platônico.

d)  irreverência cultivada de forma cautelosa.

e)  desconfiança consumada pela intolerância.

 

Gabarito:

1. E

2. C

3. C

4. B

5. A

 

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

O Polissíndeto

 




O polissíndeto é uma figura de linguagem classificada como figuras de sintaxe. É caracterizado pelo uso de síndetos, ou seja, de elementos conectivos (conjunções) nos períodos compostos. 

O polissíndeto forma as orações coordenadas sindéticas e os elementos mais utilizados são: e, ou, nem. 




É umas das figuras de sintaxe mais utilizadas como recurso estilístico, principalmente nos textos poéticos e musicais. 

O polissíndeto é uma figura caracterizada pela repetição enfática dos conectivos. 

O uso repetitivo das conjunções transmite uma ideia de acréscimo, sucessão ou de continuidade, o que atribui mais expressividade ao texto. 

Exemplos: 

"As ondas vão e vem 

E vão e são como o tempo." 

(Música “Sereia” de Lulu Santos) 

"Falta-lhe o solo aos pés: recua e corre, vacila e grita, luta e ensanguenta, e rola, e tomba, e se espedaça, e morre." (Olavo Bilac) 

(…) e os desenrolamentos, e os incêndios, e a fome, e a sede; e dez meses de combates, e cem dias de cancioneiro contínuo; e o esmagamento das ruínas..." 

(Euclides da Cunha) 

“Canto, e canto o presente, e também o passado e o futuro.” 

(Fernando Pessoa) 

“Nem glória, nem amores, nem santidade, nem heroísmo.” 

– Otto Lara Resende 



Guilherme não tinha interesse nem por futebol, nem por religião, nem por política. 

Não entendo minha irmã ou chora, ou grita, ou reclama, ou se entristece, ou se chateia, parece que nunca está satisfeita. 


O Polissíndeto e o Assíndeto 

Diferentemente do polissíndeto, o assíndeto ocorre quando as palavras de uma oração ou orações dentro do período se sucedem, sem o uso da conjunção coordenativa para estabelecer a conexão, elas são separadas apenas por vírgulas. 


Diferença entre Polissíndeto e Anáfora 


A diferença está na repetição de palavras da anáfora. No polissíndeto apenas os elementos conectivos serão os únicos repetidos. 

Já na anáfora, o aparecimento ocorre no início das frases. 



Questões: 

1. Inatel 

Reconheça e classifique as figuras de palavras, de construção e de pensamento: 

( ) “Quando uma lousa cai sobre um cadáver mudo”.
( ) “Terrível hemorragia de sangue”.
( ) “Das idades através”.
( ) “Oxalá tenham razão”.
( ) “Trejeita, e canta, e ri nervosamente”. 

(1) Polissíndeto 

(2) Hiperbato 

(3) Epíteto 

(4) Pleonasmo

(5) Elipse

A sequência que corresponde à resposta correta é: 

a) 4,3,5,2,1 

b) 3,4,2,1,5 

c) 3,4,2,5,1 

d) 3,4,5,2,1 

e) 1,3,2,5,4 



2. PUC – SP 

Nos trechos: “O pavão é um arco-íris de plumas” e “…de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira…” enquanto procedimento estilístico, temos, respectivamente: 

a) metáfora e polissíndeto;
b) comparação e repetição;
c) metonímia e aliteração;
d) hipérbole e metáfora;
e) anáfora e metáfora. 





Gabarito: 


1.C 

2.A

 

quarta-feira, 15 de julho de 2020

A música e a poesia no ENEM



MÚSICA E LITERATURA NO ENEM

A música e a poesia têm sido cada vez mais cobradas nas provas do ENEM, mas o que esses dois gêneros têm em comum?

A forma. Isso mesmo, diferentemente das crônicas e dos textos jornalísticos, por exemplo, a música é estruturada em versos e estrofes, assim como grande parte das obras literárias.



Dessa forma, alguns aspectos devem ser levados em consideração na hora de responder as questões que envolvem letras de música e poesias.

Primeiramente, analise o título. Através dele é possível ter uma prévia do assunto que será abordado.

Preste atenção também na fonte: ela traz  informações a respeito da data e do autor da obra, o que facilitará muito para identificarmos aspectos que são inerentes a determinados autores e períodos.

O próximo passo é ler o texto analisando o tema geral, partindo então, para o específico. Por exemplo: se a música fala a respeito do amor como tema geral, qual aspecto específico está sendo abordado? a realização do amor? a decepção amorosa?

Além, disso, identifique:

Qual o objetivo do autor ao escrever aquele texto?

Qual a mensagem principal?

Houve algum tipo de crítica?

Outro diferencial na música e na poesia é que nelas, fala-se em EU-LÍRICO, que nada mais é do que a VOZ DO POEMA.

É possível também, que nos textos destes gêneros sejam encontradas figuras de linguagem.

Apesar de apresentar alguns aspectos diferentes, a música e a poesia devem ser interpretadas como qualquer outro texto.

Algumas provas do ENEM também utilizam a música como texto motivador para a elaboração da redação. Nesse caso, a análise é a mesma. Avalie o texto como se estivesse resolvendo uma questão de interpretação.

sábado, 19 de outubro de 2019

Questões de vestibular PUC




1. PUC - São Paulo -Verão 2019 

XLV 

Um renque¹ de árvores lá longe, lá para a encosta. 

Mas o que é um renque de árvores? Há árvores apenas. 

Renque e o plural árvores não são cousas, são nomes. 

Tristes das almas humanas, que põem tudo em ordem, 

Que traçam linhas de cousa a cousa. 

Que põem letreiros com nomes nas árvores 

absolutamente reais, 

E desenham paralelos de latitude e longitude 

Sobre a própria terra inocente e mais verde e florida 

do que isso! 

(PESSOA, Fernando. Poesia completa de Alberto Caeiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2005, p.71) 

Vocabulário: ¹renque: fileira 

No poema XLV, de O guardador de rebanhos, a natureza singular da poesia de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, é evidenciada pela: 

a) crítica explícita ao pensamento científico, representado no poema pelos geógrafos que racionalizam o espaço e causam a destruição da terra “inocente”. 

b) percepção de que a realidade humana é feita de nomes, cuja existência é mais verdadeira do que a das “cousas” percebidas apenas pelos sentidos. 

c) constatação de que a natureza simbólica e artificial dos “nomes” opõe-se à existência real das “cousas” que habitam a natureza. 

d) aversão à lógica industrial e publicitária da modernidade, responsável por contaminar a “terra inocente” com “letreiros”. 




2. PUC - São Paulo - Verão 2019 

A virgem estremeceu. O guerreiro cravou nela o olhar abrasado: 

- O coração aqui no peito de Irapuã ficou tigre. 

Pulou de raiva. Veio farejando a presa. O estrangeiro está no bosque, e Iracema o acompanhava. Quero beber-lhe o sangue todo: quando o sangue do guerreiro branco 

correr nas veias do chefe tabajara, talvez o ame a filha de Araquém. 

A pupila negra da virgem cintilou na treva, e de seu lábio borbulhou, como gota do leite cáustico da eufórbia1, um sorriso de desprezo: 

- Nunca Iracema daria seu seio, que o espírito de Tupã habita só, ao guerreiro mais vil dos guerreiros tabajaras! Torpe é o morcego porque foge da luz e bebe o sangue da vítima adormecida! 

- Filha de Araquém, não assanha o jaguar! O nome de Irapuã voa mais longe que o guaná2 do lago, quando sente a chuva além das serras. Que o guerreiro branco venha e o seio de Iracema se abra para o vencedor. 

- O guerreiro branco é hóspede de Araquém. A paz o trouxe aos campos do Ipu, a paz o guarda. Quem ofender o estrangeiro, ofende o Pajé. 

Vocabulário: 

1 eufórbia: planta venenosa. 

2 guaná: espécie de ave. 

Considerando seus conhecimentos a respeito do romance Iracema e sua leitura do fragmento em questão, é possível afirmar que, nesta cena, 

a) Irapuã, chefe da tribo pitiguara, revoltado com a traição de Iracema, ameaça “beber-lhe seu sangue” caso a índia não revele o paradeiro de Martim, o guerreiro português. 

b) Martim defende a honra de Iracema perante o pajé Araquém, afirmando que a amada nunca se entregaria a Irapuã, “o mais vil dos guerreiros tabajaras”. 

c) Iracema confronta o chefe de sua tribo, Irapuã, que, tomado pelo ciúme, ameaça eliminar seu inimigo, Martim. 

d) o pajé Araquém, pai de Iracema, aconselha a filha a se proteger de Irapuã, guerreiro da tribo pitiguara. 


3. PUC - São Paulo - Verão 2019 

Dentre os procedimentos formais adotados por José de Alencar para imprimir poeticidade à narrativa de Iracema, destaca-se, no fragmento em questão, o emprego de figuras como: 

a) a prosopopeia ou personificação, aparente em “A pupila negra da virgem cintilou na treva”. 

b) a metáfora, presente em “O coração aqui no peito de Irapuã ficou tigre”. 

c) a comparacão, manifesta em “A paz o trouxe aos campos do Ipu, a paz o guarda”. 

d) a metonímia, evidente em “Torpe é o morcego porque foge da luz”. 


4. PUC Goiás 2019 

Faça uma leitura atenta do texto humorístico, 

Fácil: 

Durante um julgamento: 

— O que fazia na noite do crime? 

— Estava dormindo, meritíssimo. 

— Pode provar? 

— Claro, é só trazer uma cama! 

(Correio Brasiliense, Brasília, 20 jan. 2019. Caderno Diversão & Arte, p. 4.) 

Com base na resposta dada na última linha do diálogo, conclui-se que o réu 

I - não levou em conta, em sua interpretação, a referência contextual. 

II - levou em conta o papel do juiz e seu interesse. 

III - não levou em conta a autoridade do meritíssimo juiz. 

IV - levou em conta, prioritariamente, o valor semântico de “dormir”. 

Considerando a conclusão do réu, assinale a opção cujas assertivas são todas verdadeiras: 

a) ( ) I e III. 

b) ( ) I e IV. 

c) ( ) II e III. 

d) ( ) II e IV. 


5. PUC Goiás - 2019 

Faça a leitura do poema, Adormecida, de Castro Alves: 

[...] 

Uma noite, eu me lembro... Ela dormia 

Numa rede encostada molemente... 

Quase aberto o roupão... solto o cabelo 

E o pé descalço do tapete rente. 

'Stava aberta a janela. Um cheiro agreste 

Exalavam as silvas da campina... 

E ao longe, num pedaço do horizonte, 

Via-se a noite plácida e divina. 

De um jasmineiro os galhos encurvados, 

Indiscretos entravam pela sala, 

E de leve oscilando ao tom das auras, 

Iam na face trêmulos — beijá-la. 

Era um quadro celeste!... A cada afago 

Mesmo em sonhos a moça estremecia... 

Quando ela serenava... a flor beijava-a... 

Quando ela ia beijar-lhe... a flor fugia... 

Dir-se-ia que naquele doce instante 

Brincavam duas cândidas crianças... 

A brisa, que agitava as folhas verdes, 

Fazia-lhe ondear as negras tranças! 

E o ramo ora chegava ora afastava-se... 

Mas quando a via despeitada a meio, 

P’ra não zangá-la... sacudia alegre 

Uma chuva de pétalas no seio... 

Eu, fitando esta cena, repetia, 

Naquela noite lânguida e sentida: 

“Ó flor! — tu és a virgem das campinas!” 

“Virgem! — tu és a flor de minha vida!...” 


(ALVES, Castro. Espumas flutuantes. 3 ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 1998, pp. 138-139. [Clássicos para o Vestibular].) 

Sobre esse poema de Castro Alves é correto afirmar que ele se difere de outros poemas românticos porque a figura da amada se apresenta como 

a) ( ) uma sombra envolta em névoa. 

b) ( ) um ser distante e inatingível. 

c) ( ) um objeto de desejo tangível e realizável. 

d ( ) um demônio sombrio e sedutor. 



6. PUC São Paulo - Inverno - 2019 

(...) 

Abriu-se majestosa e circunspecta, 

sem emitir um som que fosse impuro 

nem um clarão maior que o tolerável 

pelas pupilas gastas na inspeção 

contínua e dolorosa do deserto, 

e pela mente exausta de mentar 

toda uma realidade que transcende 

a própria imagem sua debuxada1 

no rosto do mistério, nos abismos. 

Abriu-se em calma pura, e convidando 

quantos sentidos e intuições restavam 

a quem de os ter usado os já perdera 

e nem desejaria recobrá-los, 

se em vão e para sempre repetimos 

os mesmos sem roteiro tristes périplos, 

convidando-os a todos, em coorte, 

a se aplicarem sobre o pasto inédito 

da natureza mítica das coisas, 

assim me disse, embora voz alguma 

ou sopro ou eco ou simples percussão 

atestasse que alguém, sobre a montanha, 

a outro alguém, noturno e miserável, 

em colóquio se estava dirigindo (...). 


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Claro enigma. 4. ed. Rio de Janeiro: Record, 1991, p. 121-122.) 


Vocabulário: 

1 debuxada: rascunhada. 

2 périplos: longas viagens. 

3 coorte: tropa. 

Em “A máquina do mundo”, Carlos Drummond de Andrade apresenta o contato entre o eu lírico e a máquina do mundo, que lhe oferece a resolução de todos os mistérios do universo. No fragmento em questão, em que a máquina revela-se ao sujeito, é possível identificar a presença de 

a) metáfora, pois as “pupilas gastas na inspeção (...) do deserto” representam, em linguagem figurada, o comportamento racional do eu lírico, que reflete sobre o vazio do mundo exterior, evidenciando o caráter contestador da poética de Drummond. 

b) ambiguidade, uma vez que “a própria imagem sua debuxada” pode se referir tanto à máquina do mundo quanto ao eu lírico, o qual passa a confundir-se com o objeto que se lhe apresenta à vista, manifestando ilogismo característico da poética surrealista. 

c) paradoxo, já que a máquina do mundo anuncia sua fala (“assim me disse”), embora não se escute “voz alguma”, sugerindo-se que o poema manifesta a tentativa de se representar, no plano da linguagem, algo que se revelou apenas aos “sentidos e intuições”. 

d) antítese, pois as locuções “em vão” e “para sempre” constituem par de opostos, por meio dos quais o eu lírico expõe a impossibilidade de apreender racionalmente o significado da vida (“sem roteiros tristes périplos”), indiciando a dimensão filosófica da poesia de Drummond. 


7. PUC São Paulo - Inverno 2019 

Em 1951, a publicação de Claro enigma surpreendeu os leitores de Carlos Drummond de Andrade com uma série de novidades em relação à poética desenvolvida pelo autor nas décadas anteriores. Dentre essas novidades, do ponto de vista formal, o fragmento extraído de “A máquina do mundo” manifesta a 

a) recuperação da poética clássica, por meio do emprego de versos decassílabos e hipérbatos (inversões sintáticas). 

b) antecipação de experimentos pós-modernos, mediante o emprego de recursos gráfico-espaciais. 

c) influência do Arcadismo, por intermédio da construção de rimas ricas e alternadas. 

d) transgressão da estética modernista, mediante a adoção de versos livres e brancos. 


8. PUC - São Paulo - Inverno 2019 

Texto I 

O humor e a liberdade de expressão A atividade humorística tem limites? Essa questão voltou à tona com a recente informação de que Danilo Gentili foi condenado à pena de seis meses e vinte e oito dias de prisão, em regime semiaberto, em razão de ofensas direcionadas à deputada Maria do Rosário (PT/RS). Ele pode recorrer da sentença proferida. 

Novamente o choque entre liberdade de expressão e direito à honra se coloca no centro de uma discussão que está longe de acabar, pois versa sobre direitos previstos na Constituição da República e que às vezes são inconciliáveis. 

O humor é importante para a sociedade, pois, além da sensação de bem-estar que causa, tem uma função de apontar falhas e incoerências dos seres humanos. 

É rindo que se corrigem os costumes. Não raramente é pelo humor que críticas veementes conseguem ser feitas. Quem podia fazer gracejos e indicar defeitos do Rei? O bobo da corte. Assim, já vem há séculos essa característica de crítica social feita pelo humorista que, de forma aparentemente despretensiosa, toca em assuntos difíceis e diz verdades, se aproveitando da roupagem amena e agradável que confere às suas palavras. 

Quem não conhece o filme O Grande Ditador, de Charlie Chaplin, que ridicularizou Hitler? Outro filme inesquecível é A Vida é Bela, de Roberto Benigni, que, sob o véu da comédia mostrou o horror do holocausto e o esforço feito por um pai para que o filho não entendesse o que se passava e, por isso, sofresse menos no campo de concentração. 

É, porém, árdua a tarefa de identificar se o humorista agiu de forma adequada ou ultrapassou a barreira do aceitável, que é uma tênue linha entre a arte e a ofensa, ou seja, o legal e o ilegal. 

Não existe um direito absoluto e que sempre se sobreponha aos demais, bastando observar que a Constituição brasileira prevê a possibilidade de aplicação da pena de morte no caso de guerra declarada, situação de tamanho perigo para o país que até o direito à vida é limitado. Assim, demais direitos como a liberdade de expressão e de crítica também sofrem atenuações, não podendo servir de respaldo a comportamentos lesivos. 

Voltando ao caso de Danilo Gentili, as informações mostram que ele usou palavra de baixo calão ao se referir a Maria do Rosário e teve conduta ofensiva ao demonstrar seu descontentamento. Se assim agiu para fazer humor ou não, torna-se questão secundária porque a manifestação do pensamento é livre, porém não pode lesar a honra da pessoa a quem ela se dirige. 

Marco Antonio dos Anjos 

Estadão - Portal do Estado de S.Paulo, 18 abril 2019. 

Disponível em: https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/ o-humor-e-a-liberdade-de-expressao/. Acesso em: 20 abr. 2019. [Adaptado.] 

Texto II 

Caso Gentili mostra que não há liberdade sem responsabilidade A Constituição de 1988 proibiu a censura e instituiu a liberdade de expressão como norma máxima no Brasil. Como consequência disso, prevê-se apenas responsabilização a posteriori das condutas. 

A doutrina clássica que fundamenta a liberdade de expressão, reconhecendo um mercado de ideias que se autorregula e que propicia o máximo de liberdade ao maior número de pessoas, já previa a possibilidade — sempre posterior — de avaliar as informações e de regulá-las de acordo com o estado democrático das coisas. 

“Todo homem pode pôr diante do público o que bem lhe aprazer, mas, se publicar o impróprio, malicioso ou ilegal, terá consequências”, escreveu Blackstone, inglês que contribuiu decisivamente para o reconhecimento da liberdade de expressão. 

Entendendo que a honra objetiva (reputação) e a honra subjetiva (o sentido que se tem de si mesmo) são valores determinantes para a boa convivência social, o direito brasileiro protegeu-as mediante a criação das normas penais de difamação e injúria, respectivamente. 

A honra é um bem jurídico protegido penalmente pelo Estado democrático brasileiro. E foi precisamente essa a racionalidade utilizada na sentença da juíza federal Maria Isabel do Prado que condenou o apresentador Danilo Gentili às penas definidas para crimes de injúria e difamação em face da deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). 

A juíza Maria Isabel fundamentou a condenação em atos provados no processo. Em posts de mídia social com amplo acesso no país, Gentili dirigiu-se à vítima em tom de deboche como “puta”, “falsa”, “cínica” e “nojenta” — o que indubitavelmente fere a honra de Maria do Rosário. 

[...] É evidente a adequação objetiva [dessa conduta] de Danilo Gentili aos tipos descritos nos artigos 140 e 141 do Código Penal. A reputação e a dignidade da vítima foram violadas, e os valores inerentes a essa proteção penal foram flexibilizados. 

Ao aplicar a pena ao réu, a sentença reafirma a proteção penal da honra, objetiva e subjetiva, de cada um dos brasileiros. 

É um engano pensar que, por se tratar de um humorista, Danilo Gentili estaria imune à lei penal. O animus jocandi da conduta não exclui a possibilidade de ofensa à vítima e, portanto, de violação da norma penal. Também as brincadeiras e o humor devem respeitar as regras do Estado democrático de Direito. Caso contrário, seria atribuir imunidade desigual aos que são mais engraçados. 

A sentença falha tecnicamente, no entanto, ao impor o cumprimento da pena de 6 meses e 28 dias de detenção em regime semiaberto.O Código Penal prevê a substituição da pena de prisão por penas restritivas de direito, as quais se mostram mais adequadas e mais proporcionais ao caso concreto. 

O Brasil tem muito a avançar no respeito à liberdade. Ainda engatinhamos. E nesse caminho de aprendizado é imprescindível reconhecer que as ações livres — por expressarem a autonomia do agente —, são passíveis de responsabilização. 

A Constituição proíbe a censura e assegura um regime de liberdade e de responsabilidade. A Justiça cumpre o seu papel quando aplica essa racionalidade a todos, sem qualquer discriminação. 

Marina Coelho Araújo 

Folha de S.Paulo, 13 abril 2019. Caderno Poder, p. A8 

[Adaptado] 

De acordo com a ordem em que são empregados, quais relações de sentido os elementos de coesão destacados no texto 1 estabelecem? 

a) Integração; associação ou dependência; contraste; condição. 

b) Incorporação; afirmação enfática; condição; explicitação. 

c) Admissão; conclusão ou reiteração; oposição e explicação. 

d) Inclusão; dedução ou conclusão; condição; contraste. 


9. PUC - São Paulo - Inverno 2019 

“Não raramente é pelo humor que críticas veementes conseguem ser feitas.” 

Nesse trecho do terceiro parágrafo do texto 1, o adjetivo grifado 

a) intensifica a força com que as críticas são realizadas por meio do humor. 

b) atenua a potência com a qual a palavra humorística é criticada. 

c) qualifica a intensidade do humor nas críticas que raramente lhe são postas. 

d) instaura crítica à frequência com a qual o humor acontece. 

10. Ainda no texto 1, terceiro parágrafo, as vírgulas que intercalam “de forma aparentemente despretensiosa” têm a função de destacar 

a) a atenuação ao modo com que acontecem as críticas pelo humor. 

b) o poder crítico e pretencioso das palavras humorísticas. 

c) a característica do humorista de humanizar o que critica. 

d) o objetivo de exacerbar a crítica social pelo humor. 


Gabarito: 

1. C 

2. C 

3. B 

4. B 

5. C 

6. C 

7. A 

8.D 

9.A 

10.A